Defesa de Direitos Humanos com foco principal na criança e adolescente

Jovem Pan Online – Notícias

30/07/10 – 09h38
Publicado Por: Bruna Gavioli

A nova medida prevê que policiais, munidos de mandados judiciais, abordem crianças nas ruas

Divulgação

Jornal da Manhã
Wellington Mesquita
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Depois de adotar o “toque de recolher”, que proíbe crianças e adolescentes de andar sozinhos pela cidade após as 23h, a cidade de Fernandópolis, a 563 quilômetros da capital, vai implantar a partir de 10 de agosto o “toque escolar”, que foi
 
determinada pelo juiz Evandro Pelarin.

A nova medida prevê que policiais civis e militares, munidos de mandados judiciais, abordem crianças uniformizadas pelas ruas e aquelas que estiverem em horário escolar sejam reconduzidas às escolas. Os policiais estão instruídos para não usar algemas ou qualquer tipo de violência com os estudantes que matam aulas.

Em entrevista ao repórter Wellington Mesquita, o juiz Evandro Pelarin, da Vara da Infância e da Juventude de Fernandópolis, explicou que há várias ocorrências de crianças e adolescentes que “matam aula” para passear pela cidade e enfatizou que a polícia está preparada para a abordagem.

Antonio Carlos Malheiros, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, elogiou a preocupação do magistrado com a evasão escolar, mas critica o envolvimento de policiais. Para Malheiros, cabe ao Conselho Tutelar de Fernandópolis abordar e direcionar os jovens.

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Educação, o educador Antonio Ronca, a melhor solução para a evasão é a escola em tempo integral. Para Ronca, a eficácia está na manutenção do estudante no ambiente escolar e no currículo mais atrativo.

O juiz Evandro Pelarin, da Vara da Infância e Juventude de Fernandópolis, foi questionado sobre a alternativa das escolas integrais. Segundo o magistrado, elas são fundamentais mas não excluem a necessidade do uso de uma medida um pouco mais enérgica.

Fernandópolis tem 65 mil habitantes e 24 escolas municipais, estaduais e particulares atendem a cerca de 10 mil alunos.

 

 


“Governo que não respeita a Defensoria Pública, não respeita os direitos da sua população!”

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