Defesa de Direitos Humanos com foco principal na criança e adolescente

Recebemos à poucos instantes a memsagem que reproduzimo em seguida, em nome da A REDE da Cidadania e em nosso próprio, de Marcelo Nascimento, membro do Conselho Tutelar em São Paulo – Capital, recentemente eleito representante da Sociedade Civil no CMDCA – Conaelho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo e ex-presidente da ASCETESP  – Associação de Conselheiros e Ex-conselheiros Tutelares do Estado de São Paulo.

Precisamos e vamos tratar com maior profundidade das péssimas condições de trabalho dos membros dos Conselhos Tutelares no Brasil. Da falta de respeitos a estes defensores de direitos humanos de Crianças e Adolescentes que não têm seus próprios direitos humanos respeitados.

Neste breve momento nos cabe manifestar nossa solidariedade e inconformismo. 

A. M. Silva Pohl

 

Conselheiros/as Tutelares da Bahia e Brasil estão de Luto com a morte da Conselheira Tutelar ACÁCIA, de Barrocas-BA…

Lamentamos muito o fato ocorrido, e oramos pelo conforto da familia, em especial dos filhos.

Continuamos  lutando  para  que os membros dos  Conselhos Tutelare possam ter uma política de valorização e segurança . Para que continuemos nossa missão de zelar pelos direitos das Crianças e dos Adolescentes…..

Marcelo Índio

CALILA NOTÍCIAS
Conselheira tutelar de Barrocas é encontrada morta

A polícia de Barrocas deve iniciar nesta segunda-feira (02) as investigações para desvendar o mistério da morte da integrante do conselho tutelar encontrada morta com sinais de violência em sua residência na noite de sábado.

A conselheira tutelar Acácia Queiroz de Queiroz Silva, 34 anos, foi encontrada morta ás 19h39 de sábado (31), no interior de sua residência, na Avenida Antonio Carlos Magalhães, 140, as margens da BA-411, rodovia que liga Barrocas/Serrinha.

Vestida com uma camiseta branca, calça preta e usando uma sandálias tipo havaianas, o corpo da conselheira estava caído em volta de uma poça de sangue e segundo informações preliminares dos perítos que compareceram ao local e registrados nos livros de ocorrências da Delegacia e da Política Militar, se encontrava com uma perfuração de arma de fogo no lado direito da cabeça na altura da nuca. De acordo com dados transcritos, também na ocorrência, foi encontrada ao lado do corpo uma cápsula do projétil disparado, possivelmente o que provocou a morte.

Acácia Queiroz era conselheira tutelar ha cinco anos e em dois mandatos consecutivos exerceu a presidência do Conselho. Ela tinha o costume de dormir nos finais de semana, de sexta-feira a domingo, juntamente com os dois filhos, na residência dos seus pais, na Avenida Sinfrônio de Queiróz, 237, pois ficava de plantão para as emergências das atividades do conselho, devido a distância de sua residência do centro e caso houvesse necessidade de sair de casa a noite, não tinha com quem deixar os dois filhos, o mais velho com 13 anos e o casula com 6.

Na noite do crime a conselheira tinha a intenção de passar a noite com os pais, tanto que o Fiesta branco que aparece na foto é do pai da vítima que teria deixado para ela ir até o centro da cidade, assim que os filhos voltassem com seu ex-marido Gilberto Brito, 60 anos, da cidade de Serrinha, onde foram passar o dia.

O que ocorreu no dia do crime – No dia do crime, o pai da vítima esteve na casa da filha das 17h ás 18h30, segundo informações de uma familiar que pediu para não ser identificado, um dos filhos de Acácia falou com ela por telefone e ás 19h39 a polícia foi informada do fato.

De acordo com este familiar, Acácia estava separada há cinco anos e houve muita turbulência depois da separação, inclusive assuntos que estão na justiça, e no sábado, Gilberto que atualmente mora em Araci, passou o dia com os filhos na cidade de Serrinha e ao retornarem a noite a Barrocas, onde pretendiam comer uma pizza, parou o veículo em frente à casa da conselheira e as crianças desceram para encontrar com a mãe, foi quando se depararam com a mesma morta e voltaram para avisar ao pai. Diante da confirmação, Gilberto foi avisar aos familiares de Acácia e depois a polícia.

No local do crime os policiais encontram apenas o controle remoto da TV, a televisão ligada e um aparelho celular que estavam próximos ao corpo. O boletim de ocorrência registrado na circunscricional de Serrinha foi assinado pela delegada Maria Clécia Vasconcelos.

A polícia descarta a hipótese de latrocínio, pois o policial civil de pré-nome Rubenilton verificou todos os cômodos da residência da vítima e tudo estava no local e não tinha vestígios de luta corporal ou reação da vítima, caracterizando que a intenção era a de matar, pois praticou o crime e saiu sem deixar vestígios.

Aparentemente, Acácia temia alguma coisa ou se precavia, pois, as portas de acessos da casa e as janelas, todas elas tem grade de proteção.

Segunda tragédia na família – Integrante de uma família tradicional no município de Barrocas, muito querida da comunidade, Acácia tinha uma maneira “especial”, de tratar os problemas relacionados às crianças e aos adolescentes.Assim relatou um colega de Conselho,

Há cerca de dez anos, ela perdeu um irmão de forma trágica, quando morreu vítima de um acidente durante a limpeza de uma cisterna e ao descer para seu interior, a escada quebrou e ele caiu provocando um forte trauma que ocasionou a morte.

O corpo de Acácia foi sepultado no final da tarde deste domingo (01), no cemitério São João Batista.

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Comentários em: "Conselheiros/as Tutelares da Bahia e Brasil estão de Luto com a morte da Conselheira Tutelar ACÁCIA, de Barrocas-BA…" (1)

  1. Em 5 de agosto de 2010 11:14, Regina Andrade
    reginaquenie@ yahoo.com. br
    escreveu:

    Pois é, o Conselheiro Tutelar representante de um órgão tão importante, q é esse criado para “zelar”, cuidar, fiscalizar os direitos humanso da criança e do adolescente em nosso país, tratando como sujeitos de direitos civis, sociais e humanos, procurando auxiliar a sociedade, que a criança e o adolescente, tem a condição de construir sua prória história, não tenha o “Conselheiro Tutelar” a menor valorização para garantir esses direitos. È de nosso conhecimento que se não tenho os direitos dos meus filhos garantidos, como posso ter raciocínio suficiente para lutar pela efetivação dos direitos de criança e adolescente em nossa comunidade??

    Militantes da infância vamos abraçar essa luta, pois eu pergunto?? Quanto ganha um Juiz da infância?? Qual o tamanho da sua responsabilidade comparada a do Conselheiro Tutelar?? Pois é, os avanços precisam ser melhor avaliados. “Infelizmente o capitalismo não nos permite olhar as coisas como elas devem ser, ela é vista sempre de forma desigual”. Será q lutamos por um mundo mais justo e igualitário?? O que significa esta frase na prática??

    Já paramos para analisar?? O Conselho Tutelar é um órgão autônomo, q não se subordina a nenhum outro órgão, ou
    seja, diante do Judiciário, Ministério Público, Poder Público, Delegado e outros ele tem relação de igualdade. Uma vez q seus representantes não necessitam de formação superior, não estamos diante de uma luta de classe??

    O conselheiro deverá sim, se formar, informar quanto ao Estatuto da criança e do adolescente e das normas afins que tratam dos Direitos Humanos de criança e adolescente, sempre…., não há necessidade de curso superior para garantir direitos, na prática, percebe se uma luta contra os representantes deste órgão, q a meu ver a proposta é desvalorizar este órgão q traz para o
    sistema de garantia de direitos responsabilidades que até então não havia instrumentos de fiscalização contra a violação de direitos q o “Estado” cometia.Tudo isso é apenas para fazer uma leitura dos “20 anos do ECA” e o protagonismo juvenil, o q avançou e o q retrocedeu?? Numa Democracia, a perspectiva é de avanço, o q temos??

    Redução da maioridade penal?? toque de recolher??? aumento de internação??? Onde estão as políticas públicas básicas??? Temos educação, saúde, moradia, profissionalizaçã o, alimentação, segurança, esporte, cultura, lazer, garantido a todos nesse país??? todas têm as mesmas oportunidades? ?

    Analisemos então em q momento da história estamos e como avançarmos sem perder o q já foi conquistado.

    escrito por Regina Andrade Conselheira Tutelar da Sé e militante da infância.

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