Defesa de Direitos Humanos com foco principal na criança e adolescente

Arquivo para 11/11/2010

O AI-5 Digital está de volta. Vamos combatê-lo! #AI5digital

A ressurreição

No início do mês de outubro, enquanto boa parcela da sociedade e do Congresso se voltava à campanha eleitoral e aos resultados das eleições estaduais e federal, o Projeto de Lei (PL) 84/99, de autoria do senador Eduardo Azeredo, embora não tenha sido aprovado em qualquer Comissão da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável em duas delas – a de Segurança Pública e a de Constituição e Justiça.

Com isso, caso o Projeto seja aprovado nessas duas comissões, estará pronto para ir ao plenário e, se deputados federais assim decidirem, ele pode se tornar lei.

O projeto

O Projeto do senador Azeredo, para aqueles que não o conhecem ou dele não se lembram, recebeu a alcunha de “AI-5 Digital” por conta dos malefícios que sua aprovação poderia causar à privacidade, e por tornar crime muitas das práticas cotidianas de todos os internautas – como baixar músicas e filmes ou trocar arquivos.

Caso se torne lei, o PL 94/99 obrigará que provedores de conteúdo (como, por exemplo, os serviços de e-mail e os publicadores de blogs) sejam responsáveis pela guarda dos logs (os registros de navegação) dos usuários. Pior que isso, fará com que haja uma “flexibilização” nas regras para que esses registros sejam obtidos. Isso significa, na prática, que nossos dados poderão ser divulgados à polícia ou ao Ministério Público sem a necessidade de uma ordem judicial.

Além disso, o Projeto dificulta a atividade das lan houses e inviabiliza a existência de redes abertas, pois exige a identificação de cada usuário conectado à internet.

Para saber sobre os demais efeitos do PL, veja esta petição.

Nossa posição/ação

Além de criminalizar ações absolutamente corriqueiras na internet, o PL 94/99 representa um verdadeiro atentado à privacidade. Sem o menor rigor jurídico, corre-se o risco de se ter dados de navegação expressamente violados, muito embora nossa Constituição preveja que a quebra de sigilo só pode ser realizada mediante ordem judicial.

Há pouco mais de um ano, graças à mobilização virtual e presencial de ciberativistas e demais defensores da liberdade internet, com quem estamos em pleno diálogo, conseguimos barrar, na Câmara dos Deputados, a tramitação do AI-5 Digital. Desde então, demos nossa contribuição no sentido de alertar quanto aos malefícios do Projeto.

Neste momento, no entanto, surgem novos desafios. O primeiro deles, sem dúvidas, é trabalhar para barrar, de uma vez por todas, no Congresso Nacional, o AI-5 Digital, de modo que ele não seja aprovado nas Comissões da Câmara. Paralelo a isso, nossa grande alternativa para assegurar concretamente os direitos dos usuários da internet no Brasil é discutir e aprovar o Marco Civil da Internet. Nesse sentido, temos a possibilidade de sacramentar uma legislação pioneira, capaz de compreender a verdadeira dinâmica da internet e de seus usuários.

Feito isso, direcionaremos nossos esforços para caracterizar os chamados crimes digitais – que são, de fato, objetos de grande preocupação da sociedade brasileira. Há um compromisso firmado entre mim e o deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP) de apresentar um Projeto de Lei em que tais crimes sejam devidamente tipificados, de modo a deixar claro quais práticas devem ou não ser punidas, e de que forma.

Enfim, diante de um tema tão relevante e caro à sociedade, cabe a nós a missão de assegurar que direitos básicos dos cidadãos não sejam violados em decorrência de um Projeto de Lei que não compreende, ao apontar soluções, a realidade do nosso tempo. Por isso, é hora mobilização. Vamos juntos, mais uma vez, construir um movimento capaz de barrar o AI-5 Digital. Contamos com seu apoio!

Quarta rodada do Desafio da Stop TB Partnership Facility para a Sociedade Civil.

Esta rodada irá fornecer fundos (entre US $ 5.000 – US $ 20.000) para a
comunidade baseada em organizações da sociedade civil, cujo trabalho
concentra-se em advocacia e mobilização social nos países afetados pela
tuberculose. Destina-se a fazer as vozes de comunidades vulneráveis afetadas
pela tuberculose ouvido pelos gestores políticos locais.

Além disso, os beneficiados ajudam a encontrar possíveis casos de tuberculose na
comunidade, encaminhá-los para centros de saúde para testes de TB e prestam
apoio social às pessoas em tratamento. Graças aos nossos doadores e parceiros, a Facilidade Desafio pode continuar a apoiar as atividades da sociedade civil destinadas a atrair maior atenção dos governos, pessoas vulneráveis e ao público em geral para a prevenção e
controle desta doença letal curável.

Aplicações com foco na advocacia, sensibilização e capacitação das comunidades para se tornar parte da solução na luta contra a TB são bem-vindos. Para obter mais informações e
orientações detalhadas sobre como preencher o formulário de candidatura, visite http://www.stoptb.org/global/awards/cfcs/ <http://www.stoptb.org/global/awards/cfcs/

Por favor, espalhar a mensagem. Convidamos todas as associações elegíveis e organizações comunitárias de base para aplicar antes de 08 de dezembro de 2010 por e-mail para: stoptbcfcs@who.int <http://br.mc521.mail.yahoo.com/mc/compose?to=stoptbcfcs@who.int

Com os melhores cumprimentos, 

Dr. Giuliano Gargioni

 Secretário Executivo.

OPAS/OMS no Brasil e a cooperação técnica em HIV/aids

A OMS – Organização Mundial de Saúde/ OPAS – Organização Pan Americana de Saúde inalgura o espaço de discussão. Vamos ajudar a divulgar o blog entre as redes da sociedade civil e esperamos que seja mais um espaço para fortalecer a resposta nacional à aids e um espaço de discussão sobre políticas públicas, projetos e outras iniciativas.

Discussão sobre a estratégia mundial do setor saúde contra o HIV/aids para 2011- 2015
  • O Blog inaugura com a discussão do documento da OMS/OPAS denominado “Estratégia mundial do setor saúde contra o HIV/aids para 2011- 2015”. O documento, ainda em elaboração, está sendo lançado mundialmente a um processo consultivo para que profissionais de saúde, gestores, formuladores de políticas, membros das organizações da sociedade civil, pessoas vivendo com HIV/aids, professores, estudantes, pesquisadores e o público em geral possam opinar, enviar sugestões e discutir os grandes temas que devem articular uma resposta vigorosa à epidemia.

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