Defesa de Direitos Humanos com foco principal na criança e adolescente

Arquivo para 09/01/2011

Pedófila é presa em São Bernardo

Henrique Munhos
Especial para o Diário

A massagista Claudia Gonçalves da Silva, 37 anos, foi presa na manhã de ontem, em São Bernardo, depois de ter sido condenada por crimes de pedofilia cometidos em 2003.

A sentença foi publicada no dia 21. Claudia foi condenada a nove anos e quatro meses de prisão, por atentado violento ao pudor, em razão de ter abusado de dois sobrinhos e duas primas. As crianças tinham entre 7 e 9 anos. Uma das meninas tem paralisia cerebral.

Claudia foi presa em frente à sua casa, que fica no bairro Assunção. A massagista, que é casada e tem uma filha de 1 ano, permaneceu na Delegacia da Mulher de São Bernardo até as 15h, quando foi transferida para a cadeia feminina do bairro Taboão.

De acordo com o inquérito, a avó deixava as crianças aos cuidados de Claudia, que então abusava dos pequenos. Claudia os convidava para assistir TV, e pedia para que a beijassem e a acariciassem.

A delegada Ângela Ballarini afirmou que os policiais ficaram perplexos com o caso. “Não é comum ver uma mulher que cometeu crimes de pedofilia. Quando acontece, o criminoso é sempre o homem. Nunca tinha visto uma condenação assim.”

Os vizinhos do prédio em que Claudia vive com a família não quiseram se pronunciar, assim como o marido dela.

A delegada disse que não foi realizado exame de corpo delito nos menores, já que os crimes de Claudia não deixaram vestígios. “Chegou-se à conclusão de que a ré era culpada com base nos depoimentos das crianças, que se complementavam e nunca entraram em contradição”, explicou Ângela.

No inquérito, a avó das crianças afirma que os familiares pressionaram a acusada. Claudia teria confessado os crimes e dito que o ‘Satanás” a havia induzido a cometê-los.

Ao Diário, Claudia afirmou que não cometeu nenhum dos atos contra os parentes. “Nunca tive desejo por nenhum menor. Ajudei a criar essas crianças, e nunca fiz nada contra elas”. Ela afirmou que a família irá recorrer da decisão da Justiça.

Pai de três crianças abusadas se diz aliviado com condenação

L.E, 43 anos, é pai de três crianças abusadas pela massagista Claudia Gonçalves da Silva, e disse estar “muito contente” com a prisão. “É um alívio saber que uma mulher dessas está fora do convívio da nossa sociedade.”

Segundo o pai, em 2003, o filho mais velho afirmou estar com problemas. “Quando perguntava o que aconteceu, ele dizia estar com vergonha e chorava”, afirmou E. Ele lembra que somente depois de muita conversa o filho revelou os abusos da tia.

O pai procurou o Conselho Tutelar e registrou boletim de ocorrência. Depois disso, nunca mais viu Claudia. “O trauma foi muito grande. Claro que ficou uma marca, mas eles se restabeleceram. Fico feliz ao ver que a justiça foi feita.”

Fonte: http://www.dgabc.com.br

Tribunal de Justiça mantém portaria que proíbe adolescentes em bares após 23h em Fernandópolis

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, no último dia 13, a portaria 8/2009, do município de Fernandópolis, que proíbe adolescentes de frequentar bares, lanchonetes, restaurantes e danceterias após 23 horas, em qualquer dia da semana, desacompanhados dos pais ou responsáveis.

Com a implantação do “Toque de Recolher” em 2005, a Vara da Infância e Juventude conseguiu diminuir as situações de risco envolvendo menores de 18 anos. A decisão do juiz Evandro Pelarin refletiu na redução de 40% no número de atos infracionais cometidos por menores.
A relatora do processo, Maria Olívia Alves, destacou que não houve resistência aos termos da portaria, nem pelos supostos prejudicados.
“Ao contrário, pelos documentos constantes dos autos, está evidente que a regulamentação recebeu a aprovação da comunidade local”, afirmou.
Ainda em sua decisão, a desembargadora ressaltou que a portaria assegura o direito ao lazer dos adolescentes ao mesmo tempo em que mantém a obrigação da família, da sociedade e do Estado de protegê-los.
“O dever de afastar os jovens das situações de risco, não é só do Estado, por suas políticas de segurança pública, é também de toda a sociedade. Fechar os olhos para a crescente violência desencadeada pelo consumo de álcool e drogas é negar-lhes auxílio”, concluiu.
Participaram ainda do julgamento os desembargadores Martins Pinto e Encinas Manfré.

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