Defesa de Direitos Humanos com foco principal na criança e adolescente

Há anos ouço falar de  todo tipo de absurdo vindo das bandas do Palácio da justiça que fica no Centro da esplanada dos Palácios na Avenida Pedro II e há anos também escuto Maranhenses reclamando que trata-se do poder mais absurdamente aristocrático e corrupto do Estado.

Como levar a sério um Tribunal de Justiça que vira alvo de uma batida da Polícia Federal porque um de seus membros foi flagrado em ligação telefônica negociando supostos favores afetivos/sexuais em troca da facilitação de prova de concurso a uma candidata que concorria à vaga de juíza?

Como não suspeitar da correção do pleno se uma Magistrada (de sobrenome Sarney, ainda por cima) é denunciada ao Conselho Nacional de Justiça sob alegação de favorecer seu o seu genro, um político desconhecido e novato que se elege deputado Estadual sem nunca ter disputado eleição anterior?

Como respeitar desembargadores que são acusados por outros juízes de receberem “presentinhos” caros de Alessandro Martins, aquele empresário ex-dono de concessionária que fraudava documentos de veículos pra ganhar uns por fora?

Isso só pra ficar em alguns poucos exemplos, já que o  recém criado Conselho Nacional de Justiça – CNJ coleciona dezenas de sindicâncias contra magistrados Maranhenses.

Sede do Tribunal de Justiça do Maranhão na Praça Pedro II. Escândalos sexuais e rixas políticas e familiares de toda ordem. Como levar a sério ?

A última bandalheira envolvendo suas excelências Maranhenses é de lascar. O CNJ suspendeu na última sexta-feira (dia 29) o julgamento do Tribunal Justiça do Maranhão (TJ-MA) que escolheu o juiz José Jorge Figueiredo dos Anjos para compor o TRE no lugar da juíza Márcia Chaves. A suspensão ocorreu por causa de uma briga entre familiares:  Inconformado com a derrota, o juiz José Eulálio Figueiredo de Almeida ajuizou ação no CNJ  na terça-feira (dia 26), para anular o julgamento do Tribunal de Justiça que escolheu semana passada o seu primo, juiz José Jorge Figueiredo dos Anjos, como novo membro do TRE.  José Jorge foi eleito com 10 votos contra 9 de Eulálio, que reclamou  da participação do desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos na votação. Ele é irmão de José Jorge e também primo de Eulálio. Eulálio por sua vez, já foi acusado de improbidade administrativa quando professor da UFMA e chegou a ter sua candidatura contestada por desembargadores, que ignoraram o parentesco dos dois magistrados e validaram a votação, contestada anteriormente também pela AMMA (Associação dos Magistrados do Maranhão) .

A briga promete se arrastar e levar consigo mais um naco da já combalida  base moral do Poder Judiciário Maranhense.

Publicado originalmente no Blog Marrapá

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