Defesa de Direitos Humanos com foco principal na criança e adolescente

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com patrocínio da Petrobrás, produção da Cinemateca Brasileira e apoio do Ministério das Relações Exteriores, SESC/SP e TV Brasil, lança em 2011 a 6ª Mostra “Cinema e Direitos Humanos na América do Sul”, uma iniciativa anual de celebração do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos por meio da linguagem cinematográfica.

Inicialmente exibida em quatro cidades, a Mostra veio crescendo a cada ano. Esta sexta edição estará presente em 26 capitais brasileiras. São elas: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luis, São Paulo, Teresina e Vitória.

Como nos anos anteriores, a programação contempla a pluralidade de temas que compõem o mosaico dos Direitos Humanos: valorização da pessoa idosa, inclusão das pessoas com deficiência, garantia dos direitos da criança e do adolescente, população de rua, saúde mental, igualdade de gênero, diversidade sexual, preconceito racial, liberdade religiosa, acesso à terra, direito ao trabalho decente, inclusão social, direito à memória e à verdade. E muitos outros. A programação está dividida em três seções – Filmes Contemporâneos, Retrospectiva Histórica e Homenagem.

Com todas as sessões gratuitas, as salas de cinema são acessíveis às pessoas com deficiência, e a programação contempla sessões com audiodescrição e closed caption, garantindo o acesso aos deficientes visuais e auditivos.

No ano passado, a Mostra registrou um público superior a 20 mil pessoas, em 16 cidades. A estimativa para este ano é que aquele número seja duplicado, pelo aumento no número de cidades participantes e pelo reconhecimento que o evento já conquistou no país. Neste sentido, contamos com o engajamento e a sensibilidade de Vossa Excelência para mobilizar ainda mais o público expectador.

Maiores detalhes podem ser acessados por meio do website www.cinedireitoshumanos.org.br. Informo ainda que nossa equipe está ao seu inteiro dispor para prestar-lhe maiores informações. Agradeceríamos receber a confirmação desta participação no seguinte e-mail: mostracinemadireitoshumanos@gmail.com ou nos telefones da SDH/PR, em Brasília: (55-61) 2025-9198/3056/9252.

Atenciosamente,

 

MARIA DO ROSÁRIO NUNES

Ministra de Estado-Chefe da Secretaria de Direitos Humanos

da Presidência da República

 

 

 

 

6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos da América do Sul inicia nesta segunda, em São Paulo

 

A 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul teve início na segunda-feira (10) passada, a partir das 20h no CineSesc, em São Paulo. A sessão de abertura conta contou com a presença da ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, do diretor da Cinemateca Brasileira Carlos Magalhães, do curador do evento, Francisco César Filho e da cineasta Mara Mourão, diretora do filme de abertura, o inédito “Quem Se Importa”.

Um total de 46 filmes, incluindo títulos inéditos no país, estão na programação da 6ª Mostra, que segue até 1º de dezembro, pela primeira vez, em todas as capitais brasileiras. Todas as sessões têm entrada franca e ocorrem em locais com acessibilidade para pessoas com deficiência. Sessões com sistema de audiodescrição e de closed caption (voltadas a deficientes visuais e auditivos, respectivamente) também ocorrem em todas as cidades da Mostra.

Uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira/MinC e patrocínio da Petrobras, o evento é dedicado a produções que abordam questões referentes aos Direitos Humanos, produzidas recentemente nos países sul-americanos. Na edição desse ano, há um destaque para filmes que abordam as temáticas de defesa das crianças e adolescentes, idosos, cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e saúde mental.

A iniciativa conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores, da TV Brasil, da Sociedade Amigos da Cinemateca e do Sesc São Paulo. As obras mais votadas pelo público são contempladas com o Prêmio Exibição TV Brasil nas categorias longa, média e curta-metragem. A programação tem curadoria do cineasta e curador Francisco Cesar Filho.

Filmes – A programação é organizada nas seções Contemporâneos, com a produção recente sul-americana, Retrospectiva Histórica, dedicada ao tema Direito à Memória e à Verdade, e Programas Especiais, incluindo obras de Carlos Diegues, Laís Bodanzky e Walter Salles. No total, estão presentes produções dos seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Entre as várias preestreias presentes na 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul destacam-se os novos longas-metragens de Mara Mourão (“Quem se Importa”), Eliane Caffé (“Céu Sem eternidade”) e Érika Bauer (“E A Terra Se Fez Verbo”). São também inéditas no país “TAVA – Paraguay Terra Adentro” (Lucas Keese, Lucía Martin e Mariela Vilchez, Paraguai/Argentina), “Quatro Litros por Tonel” (de Belimar Román Rojas, Venezuela/Argentina) e os colombianos “Ocupação” (de Angus Gibson e Miguel Salazar) e a animação “Pequenas Vozes” (de Jairo Eduardo Carrillo e Óscar Andrade).

Cidades – Após o lançamento em São Paulo, a Mostra corre o Brasil. Até o dia 1º de dezembro haverá exibições em Aracaju (de 31/10 a 10/11), Belém (de 19/10 a 23/10 e de 26/10 a 30/10), Belo Horizonte (de 24/10 a 31/10), Boa Vista (de 28/10 a 03/11), Brasília (de 14/11 a 20/11), Campo Grande (de 17/11 a 19/11 e de 21/11 a 24/11), Cuiabá (de 14/10 a 16/10 e de 18/10 a 21/10), Curitiba (de 14/11 a 20/11), Florianópolis (de 21/11 a 27/11), Fortaleza (de 08/11 a 14/11), Goiânia (de 18/11 a 24/11), João Pessoa (de 15/11 a 21/11), Macapá (de 09/11 a 15/11), Maceió (de 21/11 a 1º/12), Manaus (de 13/10 a 19/10), Natal (de 03/11 a 09/11), Palmas (de 10/11 a 16/11), Porto Alegre (de 25/10 a 30/10), Porto Velho (de 17/10 a 19/10 e 21/10 a 24/10), Recife (de 24/10 a 1º/11), Rio Branco (de 07/11 a 13/11), Rio de Janeiro (de 21/11 a 27/11 e de 29/11 a 30/11), Salvador (de 24/11 a 30/11), São Luís (de 31/10 a 06/11), São Paulo (de 10/10 a 16/10), Teresina (de 03/11 a 09/11) e Vitória (de 23/11 a 29/11).

Os locais de exibição, programação e demais informações podem ser obtidas através do site www.cinedireitoshumanos.org.br

Apresentação

Maria do Rosário Nunes

Ministra de Estado-Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Cultura de direitos humanos: as transformações através do cinema

Cinemateca Brasileira

Cinema e direitos humanos para todo o Brasil

Danilo Santos de Miranda

Diretor regional do SESC-SP

Cinema e Direitos Humanos

Tereza Cruvinel

Diretora-Presidente | EBC – TV Brasil

TV pública, cinema e direitos humanos: laços indissolúveis

Francisco Cesar Filho – Curador

Formando público para o cinema e para os direitos humanos

Via Guttenberg

Programa cine-educação direitos humanos

Cultura de direitos humanos: as transformações através do cinema

A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul chega em sua sexta edição alcançando um sonho colocado desde a sua criação em 2006: estar presente nas 27 capitais brasileiras. As recém-chegadas Macapá, Vitória, Boa Vista, Campo Grande, Porto Velho, Florianópolis e Palmas vibraram por fazer parte da maior mostra de cinema do gênero no mundo.

Este grande evento nacional só é hoje possível em tais proporções pelo trabalho incansável de inúmeras pessoas, autoridades e anônimos, que acreditaram e acreditam que o fim das violações aos Direitos Humanos é uma meta a ser perseguida, principalmente com ações de promoção e divulgação das garantias e direitos fundamentais de nosso povo, numa verdadeira estratégia de formação de uma massa crítica dona de seu próprio destino.

Nosso país passou e passa por transformações sociais. Em todos os estados e no Distrito Federal, a sexta edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos encontrará um pouco de cada mudança vivida nestes últimos anos. Mas também irá se deparar com grandes desafios; irá se encontrar com toda a multiplicidade cultural e histórica de nosso país. Vai falar de diferentes formas para diferentes públicos, mas sempre sob o signo universal e ao mesmo tempo contextual dos Direitos Humanos.

Francisco Cesar Filho, conhecido por todos como Chiquinho, é o curador também desta edição. Neste ano, ele foi desafiado a assistir e desempenhar a difícil tarefa de selecionar os filmes que integrarão a Mostra dentre os quase 240 enviados. Este é um número 40% maior que no ano passado, demonstrando a importância e o respeito que tem a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul e seu inesgotável potencial de crescimento.

A pluralidade dos Direitos Humanos é uma das características da Mostra, reforçada com os filmes selecionados que, neste ano, tratarão dos Direitos de Crianças e Adolescentes, do Direito à Terra, da Cidadania LGBT, da Educação em Direitos Humanos, Democracia, das Populações Tradicionais, Quilombolas e Afrodescendentes, das Pessoas Idosas, da Saúde Mental e Combate à Tortura, das Pessoas com Deficiência, Migrantes e do Direito à Memória e à Verdade, dentre outros tantos.

Na seção Filmes Contemporâneos, destinada às produções recentes, Cuatro Litros por Tonel (2010), de Belimar Román Rojas, conta a história de Vicenta, Marilin, Luisa, Victoria e outras oito mulheres camponesas venezuelanas que decidem se tornar uma cooperativa de adubos orgânicos. As demandas apresentadas pelo projeto fazem com que sofram ameaças, comprometendo todo o projeto. A autonomia financeira das mulheres é sem dúvida um desafio para a sociedade. A garantia de renda e o protagonismo desse grupo feminino serão capazes de nos fazer refletir sobre as dificuldades e desafios vividos pelas mulheres no mercado de trabalho ou diante de projetos de economia solidária.

Ainda na seção Filmes Contemporâneos, Camponeses do Araguaia – A Guerrilha Vista por Dentro (2010), de Vandré Fernandes, surpreenderá com imagens da época dos conflitos (1972-74), que conseguiram ser preservadas apesar dos esforços para que todos os documentos que retratassem a Guerrilha fossem destruídos. A proposta desse longa é mostrar a Guerrilha a partir dos moradores das imediações onde ocorreram os conflitos. O apoio popular ao movimento e o sofrimento a cada desaparecimento são pontos marcantes do filme.

A Retrospectiva Histórica, outra seção da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, novamente trará filmes que tratam do Direito à Memória e à Verdade. É propício o momento para que mais uma vez a Mostra traga em sua seleção produções sobre o tema. Os países da América do Sul foram marcados por fortes períodos ditatoriais e, em resposta à necessidade de se conhecer o passado e torná-lo acessível aos olhos dos seus cidadãos, deram importantes passos na construção de marcos legais, institucionais e culturais de transição democrática. Esses avanços influenciaram também o cinema. Verdadeiras obras-primas foram enviadas com a temática do Direito à Memória e à Verdade como, por exemplo, Diário de uma Busca (2010), de Flávia Castro, que tenta desvendar o desaparecimento do militante político Celso Castro (1964-1984) durante os anos de 1960. Confissões (2011), de Gualberto Ferrari, conta a história de Gustavo Scagliusi, ex-agente secreto do Batalhão 601, unidade do Serviço de Informações do Exército argentino durante a última ditadura militar (1976-1983), que se encontra frente a frente com o passado e as próprias culpas.

A 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul é uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira, patrocínio da Petrobras e apoio do SESC/SP, da TV Brasil e do Ministério das Relações Exteriores. Quem apresenta é o Ministério da Cultura.

Com filmes legendados para deficientes auditivos e com audiodescrição para deficientes visuais, com todas as sessões gratuitas e realizadas sempre em salas com acessibilidade garantida para as pessoas com deficiência, a 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul se consolida como um dos principais instrumentos de nosso país para a criação de uma cultura de paz, de direitos, de liberdade e autodeterminação.

A Mostra chega em sua cidade! Divulgue-a! Aproveite-a! Viva-a! Façamos com que seja apropriada por todos, e que consigamos conquistar, inclusive, os amantes do cinema.

Maria do Rosário Nunes

Ministra de Estado-Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Cinema e direitos humanos para todo o Brasil

Chegar à sexta edição consecutiva da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul já seria motivo de grande satisfação para a Cinemateca Brasileira. Fazê- lo envolvendo todo o território nacional é para nós uma realização ainda mais notável.

Ao longo dos últimos cinco anos, levamos adiante a iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República de promover a conscientização e a reflexão acerca dos Direitos Humanos por meio da exibição de filmes e da realização de debates com diversos atores sociais que trabalham – no cinema, na vida – com o tema. Mais do que isso, procuramos integrar as cinematografias da América do Sul e do Brasil, tão diversificadas, promovendo um espaço de exibição de amplo acesso.

2011 é um ano de grandes conquistas para a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul: contamos com filmes de todos os países da América do Sul em nossa programação; tivemos um número recorde de inscrições em nossa convocatória (233 filmes) e estaremos presentes nas 26 capitais do País e no Distrito Federal.

Este ano destacamos quatro Direitos Humanos, cada um representado por um filme de grande relevância para a cinematografia nacional ou latino-americana dos últimos tempos. Direitos Humanos e Saúde Mental será o tema abordado com a exibição de Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodansky; a Cidadania LGBT está presente em Morango e Chocolate, de Tomás Gutiérrez; os Direitos dos Idosos são a chave para a reflexão a partir de Chuvas de Verão, de Carlos Diegues; e os Direitos da Infância dão o tom em Central do Brasil, de Walter Salles. Além desses destaques, teremos uma ampla variedade de títulos nas seções Contemporâneos e Retrospectiva Histórica.

Novamente com a parceria do SESC-SP, da TV Brasil e do Ministério das Relações Exteriores e o apoio integral da Petrobras, convidamos a todos para acompanharem, entre 10 de outubro e 1º de dezembro, esta ação de valorização do cinema como meio de transformação social. Esperamos, com isso, não apenas difundir filmes, mas contribuir para a reflexão sobre questões coletivas urgentes no trabalho interminável pela construção de um mundo mais humanizado.

Cinemateca Brasileira

Cinema e Direitos Humanos

Seis décadas após a Declaração Universal dos Direitos Humanos, não é incomum assistirmos à luta cotidiana de pessoas e grupos em prol da garantia pelo Direito à Vida e à Liberdade, seu empenho em combater a violência e a humilhação, bem como sua capacidade de buscar justiça em situações as mais adversas.

Entretanto, a apropriação de valores elementares à vida ainda não constitui um padrão social passível de ser verificado em todos os lugares. Daí, a relevância da educação e da cultura como instrumentos fundamentais ao (re)conhecimento e à efetiva observância dos princípios ali contidos.

Entre as premissas adotadas pelo SESC, encontra-se a valorização do ser humano em diferentes aspectos de seu desenvolvimento, valendo-se, para isso, de uma política de inclusão social, que se distingue pela democratização do acesso a bens culturais.

Em sua sexta edição, a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul une a linguagem do cinema à realidade contemporânea, sem nuances ou disfarces, abrindo-se ao debate de questões pungentes, como a política, a guerra e a fome.

Para o SESC, a relevância da Mostra se expressa pela associação entre o potencial educativo e a criatividade, próprios a quem suplanta dificuldades para narrar as histórias que deseja ver contadas. Justifica-se, assim, nossa satisfação por estar entre os parceiros deste evento.

Danilo Santos de Miranda

Diretor regional do SESC-SP

TV pública, cinema e direitos humanos: laços indissolúveis

O Prêmio TV Brasil de Exibição chega à sua quarta edição na Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Isso significa que o prêmio foi instituído pela diretoria da Empresa Brasil de Comunicação – EBC no Ano I da TV Pública em nosso país, que foi 2008. No final de 2011 concluiremos o primeiro quadriênio na gestão da EBC e do Sistema Público de Comunicação com um balanço de realizações que não é pequeno nem irrelevante. Apesar da incompreensão e do preconceito, do vilipêndio e da calúnia, a TV pública não sucumbiu às tentativas de massacre, e hoje é uma realidade indiscutível. Temos orgulho de todo o trabalho realizado na construção da infraestrutura e na produção de conteúdo. Temos um particular orgulho da clivagem de toda a programação pela questão dos Direitos Humanos.

Foram dois os compromissos que levaram a TV Brasil a se juntar aos demais parceiros institucionais da Mostra, quando ela já estava na terceira edição. Primeiro, com os Direitos Humanos como princípio editorial de nosso jornalismo e de nossa programação; segundo, com o cinema nacional.

Na programação, os Direitos Humanos começam pela manhã na TV Brasil, quando exibimos o único telejornal brasileiro todo transmitido em Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e voltado para pessoas com deficiência auditiva. Eles continuam em cartaz nas seis horas de programa infantil que se segue. São seis horas em TV aberta, oferecendo diversão e entretenimento tingidos por valores e conceitos fundamentais para a formação dos pequenos cidadãos. E quando falamos em TV aberta, estamos falando das milhões de crianças que não têm acesso à TV paga, em que hoje se refugia a melhor programação infantil. O compromisso segue nos telejornais, no talk-show de Leda Nagle, que ocupa a tarde, e entra pela noite em janelas como o Programa Especial, voltado para pessoas com deficiências, o Cara e Coroa, que discute todas as idades, os interprogramas sobre Paz, Violência Doméstica, Comportamamento Urbano, Etnias Brasileiras, Racismo, Igualdade de Gêneros e outros temas.

Mas a emissora precisa falar também com gestos. Por exemplo, colocando a diversidade racial e de gênero em sua tela, oferecendo mais horas que o exigido em lei com recursos de acessibilidade, seja a closed-caption (transcrição para pessoas com deficiência auditiva), seja a audiodescrição (para pessoas com deficiência visual).

Com o cinema, a TV Brasil tem uma sólida aliança. Mais uma vez, em 2011, foi a emissora que mais exibiu filmes nacionais. Foram 273 títulos no ano, o correspondente a 75,2% dos filmes exibidos, deixando bem para trás as emissoras comerciais. O prêmio TV Brasil de Exibição é concedido também em outros quatro festivais nacionais. A coprodução com produtores brasileiros tem gerado obras importantes. Uma Longa Viagem, da cineasta Lúcia Murat, grande vencedora da 39ª edição do Festival de Cinema de Gramado, foi produzida graças ao edital Longadoc, pela parceria Minc-TV Brasil.

Laços como estes diferenciam a TV Pública, acentuam sua missão. Por isso são indissolúveis.

Tereza Cruvinel

Diretora-Presidente | EBC – TV Brasil

Formando público para o cinema e para os direitos humanos

Um evento que se consolida e amplia seu alcance a cada ano, a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul chega, em 2011, às 27 capitais brasileiras, o que revela um marco inegável de sua vocação democrática na difusão dos diversos direitos do homem.

A arte cinematográfica como opção de linguagem se orienta por obras que priorizam, além da temática, também a criação audiovisual e o apuro técnico. Desta forma, títulos ficcionais, renomados diretores e atores admirados fazem parte de uma programação que busca atingir também o imaginário do público.

A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul cumpre relevante papel no mapeamento e exibição de uma produção que, infelizmente, desfruta de parca circulação no território brasileiro: a cinematografia de países sul-americanos. Assim, o evento propicia atualização com a produção não só do Brasil e da Argentina, mais comuns em nossas salas e festivais, mas também com a criação de países como Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Finalmente, ao levar obras de tal qualidade a plateias de todas as regiões do País, a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul atua decisivamente na formação de público. Propicia, ainda, inclusão via acessibilidade dos pontos de exibição e sessões com closed caption e audiodescrição.

A honra de ser responsável pelo conteúdo da programação oferecido fica, assim, facilmente explicada.

Francisco Cesar Filho

Curador

Programa cine-educação direitos humanos

A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul chega à sua sexta edição com uma importante novidade: o Programa Cine-Educação Direitos Humanos, seu eixo educativo. Neste ano, o Programa continuará sua expansão e estará em seis capitais do País.

O Programa é realizado pela Cinemateca Brasileira e pela Via Gutenberg, e nasce dos aprendizados obtidos no projeto piloto implementado em 2010/2011 com filmes da 5ª Mostra. Além disso, beneficia-se também dos sete anos de experiência do Cine-Educação na Cinemateca, programa realizado em parceria com diversas Secretarias de Educação no Brasil que visa à introdução do audiovisual no ensino básico.

Dentre os objetivos do Programa, destacam-se os seguintes:

– Envolver professores e alunos na Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul.

– Formar público de cinema a partir do repertório de informações sobre os filmes e a linguagem cinematográfica oferecidos aos professores e alunos da rede do ensino básico.

– Contribuir para a formação do cidadão, desenvolvendo no indivíduo a capacidade de analisar, discutir e posicionar-se perante informações transmitidas através dos filmes.

– Ampliar acesso a conteúdos audiovisuais de qualidade nas temáticas de Direitos Humanos e propiciar a experiência social de “ir ao cinema”.

 

Metodologia de trabalho

Com base em uma seleção dos filmes apresentados na Mostra, o Cine-Educação Direitos Humanos se propõe a contribuir com o trabalho pedagógico nas redes de ensino através da temática de Direitos Humanos. Para tal, um material de apoio educacional aprofundado sobre cada filme é desenvolvido e distribuído aos professores, abordando tantos as temáticas como a linguagem audiovisual.

A metodologia do Programa se inicia junto à Mostra e continua ao longo do ano letivo através de encontros e atividades. Os professores inscritos participam de uma formação, na qual assistem aos filmes selecionados e recebem o repertório contido no material de apoio educacional. Neste encontro são discutidas propostas de trabalho dentro da sala de aula. Na sequência, o filme selecionado pelo professor é disponibilizado temporariamente para a exibição aos seus alunos.

A equipe do Programa sempre mantém um canal de comunicação para acompanhar as atividades e, para fechar o ciclo, é realizado um encontro final no qual os resultados obtidos são apresentados e discutidos.

 

Curadoria de filmes

Para este ano, foram selecionados quatro curtas- metragens pela equipe do Programa em conjunto com a curadoria da Mostra:

A Grande Viagem, de Caroline Fioratti

Garoto Barba, de Christopher Faust

O Plantador de Quiabos, do Coletivo Santa Madeira

Tempo de Criança, de Wagner Novais

Via Gutenberg

Ana Carolina Fantuzzi
Assessora – Gabinete da Ministra
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
( (+ 55 61) 2025.3456 / 3076 / 9971.4471
* carolina.fantuzzi@sdh.gov.br

sitio: www.direitoshumanos.gov.br

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