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Tropa federal assume controle do canteiro de obras de Jirau

Muitos operários estão espalhados pelas ruas de Porto Velho

Aproximadamente 100 homens da Força Nacional de Segurança Pública e também policiais federais se instalaram ontem no canteiro de obras da usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, para ajudar a Polícia Militar a garantir a ordem depois de três dias de incêndios e depredações praticados por operários revoltados. O governo estadual pediu ao Ministério da Justiça que mandasse 600 homens. Noventa já chegaram e outros 150 devem chegar hoje. O consórcio liderado pela construtora Camargo Corrêa, responsável pela obra, anunciou que serão retomadas segunda-feira as atividades que suspendeu anteontem.

”Com a presença da Força Nacional, da Polícia Federal e da Polícia Militar de Rondônia, que já se encontram no canteiro de obras para garantir a ordem e a integridade dos funcionários na volta ao trabalho, a empresa retomará as suas atividades normais nesta segunda-feira”.

Esse anúncio foi antecedido de outro em que um segundo consórcio, que constroi a usina hidrelétrica Santo Antônio também no trecho de Rondônia do rio Madeira, reforçou a pressão das empreiteiras sobre as autoridades liberando seus 15 mil operários e parando as obras por causa dos protestos dos trabalhadores em Jirau. Liderado pela construtora Norberto Odebrecht, este grupo alegou que a paralisação se destina a garantir a segurança e o bem estar dos trabalhadores.

“As atividades serão retomadas assim que houver a normalização do ambiente na região”, avisou o Consórcio Construtor Santo Antônio.

PRESOS E ABANDONADOS

O emprego da Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal foi decidido pelo Governo Dilma com base em relatos de representantes da construtora Camargo Corrêa e também em informações do Ministério das Minas e Energia e da Agência Brasileira de Inteligência. O governo não tornou público o conteúdo desses relatórios. O Palácio do Planalto divulgou a informação de que a presidente mandou cinco ministros tomarem as providências necessárias, junto a governos, empresas e trabalhadores, para restabelecer a normalidade na região.

De acordo com a Secretaria de Segurança de Rondônia, 31 pessoas foram presas durante os incidentes ocorridos entre terça e quinta-feira. Doze homens foram trancados em uma sala, no canteiro de obras, e denunciaram ontem que não receberam comida. Alguns foram atingidos por balas de borracha. E todos negaram participação nos incidentes.

O Tribunal Regional do Trabalho de Rondônia formou um grupo itinerante para, a partir de agora, resolver possíveis problemas entre a empresa e os operários. Devem ser analisadas, entre outras, reclamações sobre os contratos, sobre corte no pagamento de horas extras pela Camargo Corrêa e sobre o baixo valor da cesta básica paga pela empreiteira.

Em Porto Velho, centenas dos 7.500 operários que trabalhavam em Jirau estão desabrigados e espalhados pelas ruas, segundo reportagem publicada ontem pela Agência Brasil. Todos foram transferidos do canteiro de Jirau pela empresa ao suspender as obras, na quinta-feira. Mas a maioria não cabe no único ginásio usado para abrigá-los na capital. Ontem, por exigência do Ministério Público do Trabalho, a Camargo Corrêa comprometeu-se a fornecer alojamento e alimentação aos trabalhadores e também a oferecer transporte aéreo e terrestre para os que queiram deixar o projeto.

do Brasília Confidencial

Abin abre inscrição para concurso com oitenta vagas

 

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) está com inscrições abertas até 4 de outubro para o concurso que oferece 80 vagas efetivas. São 50 oportunidades para cargos de nível superior e 30 para médio, com salários que variam de R$ 4.211,04 a R$ 10.216,12. A taxa será R$ 64 ou R$ 100, conforme o cargo pretendido. Para quem concluiu a graduação, o órgão oferece chances para o cargo de oficial técnico de inteligência. A maior parte das oportunidades (13) é para graduados em tecnologia da informação ou qualquer outro curso. As outras chances são para as áreas de administração, economia, arquitetura, arquivologia, ciências contábeis, comunicação social, estatística, direito, educação física, engenharia civil e elétrica, pedagogia, psicologia e serviço social. Quem concluiu o ensino médio pode disputar as vagas de agente técnico de inteligência. Os aprovados vão atuar nas áreas de administração, contabilidade, edificações, eletrônica e tecnologia da informação. Conforme o setor de trabalho, é necessário ter formação técnica. Organizado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), o certame reserva 5% das vagas para portadores de necessidades especiais.

Os inscritos serão avaliados por meio de três etapas. A primeira inclui provas objetivas e discursivas e será aplicada em 14 de novembro no Distrito Federal e nos 26 estados. Na segunda etapa, os concorrentes passarão por investigação social e funcional, além de avaliação médica. Os aprovados nessas fases serão matriculados no Curso de Formação em Inteligência na Escola de Inteligência (Esint), da Abin, a ser realizado em Brasília (DF), com 250 horas/aula.

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