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Protesto faz ‘desinauguração’ do Teatro Castro Mendes, em Campinas

Grupos artísticos se reúnem em frente ao espaço nesta quinta-feira.
Local está fechado desde 2007 e novo prazo para reabertura é julho.

Leandro Filippi Do G1 Campinas e Região

Teatro Castro Mendes (Foto: Tiago Gonçalves / G1 )Teatro Castro Mendes está em reformas desde
2007 (Foto: Tiago Gonçalves / G1 )

Quando a situação chega em um nível crítico, o jeito é chamar a atenção com uma “brincadeira”. Com esse intuito, grupos artísticos de Campinas, interior de São Paulo, organizam nesta quinta-feira, a partir das 18h, a “desinauguração” do Teatro Castro Mendes, fechado para reforma há quase 5 anos.

Contudo, a ideia não é chamar a atenção apenas para o espaço, mas o panorama geral da cultura na cidade, que não conta com nenhum teatro de grande porte desde que a prefeitura interditou o do Centro de Convivência, em dezembro de 2011. “A escolha do Castro Mendes é a escolha de um símbolo […] é um ícone que mostra a demolição artística”, explicou Tiche Viana, do Levante Cultura.

“A intenção é se expressar artisticamente, cobrar por meio da arte”, disse. Diversos grupos estarão presentes na Praça Correa de Lemos, em frente ao Teatro Castro Mendes, que desde 2007 está fechado para reformas. Em um cartaz irônico, que chama o público para participar, os organizadores convidam para “mais um grande momento da cultura campineira”.

Inauguração
O engenheiro da prefeitura que coordena as obras do Teatro Castro Mendes, Cláudio Orlandi, afirmou ao G1 que o novo prazo para a reabertura do espaço é até o fim de julho. Isso se a administração assinar um contrato, com a empresa responsável pelas obras, que autorize o pagamento de R$ 2,9 milhões. O valor é um aditivo ao projeto original, orçado em R$ 7,4 milhões. No total, contabilizando projeto original e aditivo, o Castro Mendes terá o custo de R$ 10,3 milhões.

Segundo Orlandi, as obras previstas no projeto original continuam e atualmente os funcionários trabalham na fachada, piso de entrada, palco e sonorização do teatro. De acordo com o engenheiro, o valor aditivo é necessário para pagar, principalmente, a nova iluminação cênica e a iluminação para o público.

O projeto original não previa essas mudanças no espaço mas, segundo ele, no decorrer das obras foi identificado que não seria possível reformar a antiga iluminação. “Algumas peças e componentes não eram mais encontrados no mercado”, diz.

Tiche Viana afirmou a que os grupos teatrais têm apenas uma opção para apresentações atualmente na cidade: os próprios espaços. “Não tem onde se apresentar e quem perde é a população”, finalizou.

Questionada pelo G1 sobre a situação financeira do Teatro Castro Mendes, a prefeitura não retornou até a publicação da matéria.

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