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Veja a Moção de Repúdio do CNPIR contra Marco Feliciano

Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, presidido pela ministra Luiza Bairros, publica moção de repúdio à indicação e permanência do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara; trajetória e postura do pastor “em relação à população LGBT e à população negra se revelam preconceituosas e excludentes”, diz texto do Diário Oficial da União; para líder do PSC, manifestação não muda nada; neste fim de semana, mais protestos pediram sua saída do cargo.

CNPIR MOÇÃO 8 FELICIANO

“MOÇÃO DE REPÚDIO Nº 8, DE 20 DE MARÇO DE 2013

O CONSELHO NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL – CNPIR, órgão vinculado à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR-PR, reunido na sua Trigésima Nona Reunião Ordinária, realizada nos dias 19 e 20 de março de 2013, no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei n.º 10.678, de 23 de maio de 2003, pelo Decreto n.º 4.885, de 20 de novembro de 2003 e pelo Decreto n.º 6.509, de 16 de julho de 2008, torna pública a sua indignação pela indicação do deputado pastor Marcos Feliciano para a Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Tal indicação contraria os propósitos da referida Comissão, assim como os princípios básicos dos Direitos Humanos, uma vez que a trajetória e a postura do deputado em relação à população LGBT e à população negra se revelam preconceituosas e excludentes, causando insatisfação aos mais diversos segmentos sociais, com manifestações de repúdio à indicação do parlamentar, amplamente divulgadas nas redes sociais e nos mais diferentes canais de comunicação.

Considerando os avanços do Brasil no campo dos Direitos Humanos, o CNPIR entende como inaceitável a permanência do deputado Marcos Feliciano na Presidência da Comissão dos Direitos Humanos, visto que afronta os princípios de liberdade, respeito e dignidade da pessoa humana, que devem ser assegurados independentemente do pertencimento racial e da orientação sexual.

Plenário do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, em sua Trigésima Nona Reunião Ordinária.

LUIZA HELENA DE BAIRROS
Presidenta do Conselho”

III Parada do Orgulho Gay de São Carlos reuniu 50 mil pessoas

No ultimo dia 04 a ONG Visibilidade LGBT e a Prefeitura Municipal de São Carlos realizaram a III Parada do Orgulho LGBT de São Carlos com o tema “Por uma São Carlos sem Machismo, Racismo e Homofobia”. Mais uma vez a Parada foi um sucesso, segundo a Guarda Municipal 50 mil pessoas compareceram no evento, que teve inicio na Avenida São Carlos próximo ao terminal rodoviário com termino no Mercado Municipal, marchando pela principal avenida da cidade.

Durante o evento o prefeito Oswaldo Barba assinou o decreto que cria a Divisão de Políticas da Diversidade Sexual ligado a Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social, uma grande vitória e um marco na consolidação das Políticas Publica para a população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. O município já conta com o Conselho da Diversidade Sexual, que foi sancionado pelo prefeito na primeira Parada em 2009.

Segundo Barba “São Carlos tem caminhado muito para se tornar uma cidade sem preconceitos ou violência gerada pela discriminação de qualquer tipo e a Prefeitura tem apoiado a luta por uma São Carlos sem machismo, racismo ou homofobia através de várias ações que preservam os direitos de todos os cidadãos. A criação da Divisão de Políticas para a Diversidade Sexual que está sendo oficializada no dia de hoje é um passo muito importante contra qualquer tipo de discriminação” esclareceu o prefeito Barba.

Alexandre Sanches, presidente da ONG Visibilidade LGBT enalteceu a importância da união e parceria entre a Prefeitura, Câmara Municipal e da sociedade civil organizada que culminou com diversas ações em prol da igualdade e enfrentamento a todas as formas de discriminação na cidade de São Carlos.

Após as falas na abertura da Parada, a ONG Visibilidade LGBT fez uma homenagem ao Prefeito, por governar para todas e todos e também coroou a ex vereadora Silvana Donatti como Rainha da Parada, ela é autora da lei que garante a Conferência Municipal LGBT por lei e do dia Municipal de luta contra homofobia.

A manifestação ainda fez uma parada em frente à Câmara Municipal onde Phamela Godoy, Vice Presidenta da ONG Visibilidade LGBT cobrou do legislativo uma lei em defesa da comunidade LGBT: “Faz 2 anos que a ONG vem tentando aprovar uma lei que pune e coíbe a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, mas não vem tendo resultados, dos 13 vereadores da casa 10 mandaram emendas parlamentar para a Parada, é preciso que esse comprometimento se estenda para a aprovação dessa lei. São Carlos é referência em políticas publicas, agora é hora de ter uma lei que puna a discriminação, quero pedir uma salva de palmas em forma de manifestação”

No Mercado Municipal diversos artistas se apresentaram, a grande atração da noite foi a cantora Wanessa que também defende os direitos da comunidade “Meu show aqui é uma pequena participação, o importante aqui é a Parada LGBT”

 

http://www.visibilidadelgbt.org/?p=512

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