Defesa de Direitos Humanos com foco principal na criança e adolescente

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Bel, ex-dirigente da FETEC/CUT-SP assume presidência do Conanda

 

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A bancária e ex-dirigente da FETEC/CUT-SP, Maria Izabel da Silva, Bel, assumiu no último dia 21 de fevereiro a presidência do Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.

A nova presidenta foi eleita em assembleia ordinária, no mesmo dia 21, juntamente com a eleição da vice-presidência e da mesa diretora do conselho para o mandato de um ano.

O Conanda é vinculado administrativamente à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, composto por representantes da sociedade civil e do governo federal e formado por quatro comissões: Políticas Públicas, Orçamento e Finanças, Mobilização e Formação e Comissão de Direitos Humanos e Ação Parlamentar.

Entre as principais ações do órgão, está a deliberação de políticas públicas de promoção, proteção e defesa das crianças e adolescentes de todo o país. Também destaca-se a atuação no combate ao trabalho infantil, no enfrentamento à violência sexual, com a implantação do sistema sócio-educativo para os adolescentes autores de atos infracionais e no desenvolvimento de ações que favoreçam o convívio familiar e comunitário, além do fortalecimento dos conselhos dos direitos da criança e adolescentes e dos conselhos tutelares. “Meu objetivo na presidência do Conanda é potencializar o trabalho iniciado lá atrás em ações que até então encontravam-se desarticuladas. Dentre os desafios dessa gestão está o de melhorar a articulação institucional com os conselhos estaduais, municipais, tutelares e setoriais nacionais, como o da mulher, da pessoa com deficiência, saúde, educação, para que os as políticas e planos saiam do papel e sejam realmente implantados”, afirma a presidenta eleita.

De acordo com Maria Izabel, a ideia é monitorar a implementação dos planos setoriais, de forma a impulsionar a sua aplicação nos Estados e municípios.

Outra prioridade é a discussão da Política e do Plano dos Direitos da Criança e Adolescente para os próximos 10 anos. “Também estamos pensando na proteção de nossas crianças e adolescentes em grandes eventos e grandes obras, tendo em vista a proximidade das Copas das Confederações e do Mundo”, relata Bel.

Conforme Maria Izabel, o intuito é montar uma agenda de convergência para proteção integral das crianças e adolescentes para todos os grandes eventos e grandes obras, não apenas nas cidades-sedes, mas em todo o seu entorno.

Bancária e ex-dirigente do Sindicato dos Bancários de Barretos e Região, Maria Izabel da Silva iniciou a sua trajetória na defesa dos direitos da criança e adolescente em 1994, quando assumiu a Secretaria de Políticas Sociais da CUT/SP. Sua gestão potencializou a Comissão Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente, no âmbito da CUT estadual, contribuindo para o fortalecimento da Comissão Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente da CUT Nacional.

Entre 1995 e 1999, Bel participou como representante da CUT no Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente e no Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente.

De 1998 a 2007, atuou como conselheira no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente, também como representante cutista. Em 2006, Maria Izabel também foi eleita secretária de Políticas Sociais da FETEC/CUT-SP, onde foi idealizadora da campanha de combate à violência sexual infanto-juvenil. Em 2009, em um trabalho conjunto com parceiros políticos, a dirigente levou a primeira edição da campanha para inúmeras cidades do Estado de SP. Tamanho sucesso resultou na realização em 2010 da segunda edição da campanha.

Em 2011, Maria Izabel licenciou-se da direção da FETEC/CUT-SP para assumir a assessoria de gabinete da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e Adolescente, vinculada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
Juliana Satie e Lucimar Cruz Beraldo

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“Juventude precisa de novos direitos e escola atrativa…”.

 

São Paulo – A necessidade de um novo olhar sobre a juventude marcou debate promovido pela CUT nesta sexta-feira (12).  Temas como educação, violência, identidade racial e os desafios do jovem foram discutidos por sindicalistas, movimento negro e de juventude na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, na região central.
Para Beto Teoria, integrante da Nação Hip Hop Brasil, a incompreensão é o principal problema dos jovens. O cantor de hip hop contou sua experiência como voluntário da Fundação Casa, antiga Febem, e argumentou que muitos jovens não são bandidos, mas cometeram infrações por falta de estrutura familiar ou de alguém que pudesse educá-los da forma correta.
Beto criticou a baixa qualidade da educação pública, tema amplamente discutido pelos convidados e pela plateia. “A escola estadual hoje não é atrativa e eu tenho certeza que enquanto a rua for mais atrativa que a escola, vai continuar do mesmo jeito. Precisamos reverter essa questão de uma forma urgente”, defendeu Beto.
Na visão da representante da ONG Educafro, Camila Ramos, é importante discutir a identidade do brasileiro. Mesmo sendo um povo miscigenado, não há uma identidade racial clara, ela afirma. “Precisamos debater a questão no negro na sociedade.”
Ao ser questionada pela plateia sobre a posição da Educafro a respeito de cotas raciais, Camila ponderou que a questão social é importante, mas a quantidade de negros nas camadas mais carentes da sociedade justificaria estas medidas.
Em tom otimista, o presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Gabriel Medina, observou que uma nova juventude brasileira está surgindo. Com mais vontade de se engajar a partir de exemplos de manifestações europeias. “Nós encerramos o ano internacional da juventude com lutas pelo mundo inteiro e lutas em defesa da radicalização da democracia e luta em defesa da liberdade”, comemorou.
Um passo importante na discussão de mais e melhores políticas públicas para os jovens vai ocorrer na  2ª Conferência Nacional, marcada para 9 a 12 de dezembro,  em Brasília. A ação é organizada pela Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, e pelo Conjuve.
“Temos expectativa de fazer uma grande conferência, temos que convencer a sociedade que a juventude é estratégica para o desenvolvimento e precisa de novos direitos para que possa ser emancipada e ter sua autonomia”, defendeu Medina.

Por: Jéssica Santos de Souza, Rede Brasil Atual

 

Liberdade ao Gegê! Nos dias 4 e 5 de abril, o líder do Movimento de Moradia do Centro (MMC), Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, deve ir a júri popular.

Por Comitê Lutar não é Crime 11/03/2011 às 17:47

 

Nos dias 4 e 5 de abril, o líder do Movimento de Moradia do Centro (MMC), Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, deve ir a júri popular. O julgamento estava marcado para 16 e 17 de setembro de 2010, mas não se concretizou. Representante do Ministério Público de São Paulo, responsável pela acusação, no próprio dia se recusou a realizar o julgamento, justificando que desconhecia o conteúdo de todas as provas apresentadas pela defesa. Tal posição foi aceita pela juíza e a data foi remarcada para abril.

Gegê
Gegê

 

A não realização do Tribunal do Júri naquele momento pôde se reverter em uma conquista importante. Como contrapartida ao adiamento do julgamento, a juíza deferiu o pedido da defesa e colocou fim a ordem de prisão expedida contra o líder, em vigor até aquele momento.

A experiência vivida por Gegê, que se inicia nas primeiras investigações de um crime do qual é injustamente acusado, reforça algumas lições. Uma delas é o uso do aparato policial e judicial por parte de forças conservadoras para desarticular movimentos populares reivindicatórios de direitos.

Neste sentido, o uso político do direito é evidente. Diante deste cenário, a mobilização para o próximo julgamento é de vital importância, não para a resolução de um caso pessoal isolado, mas pelo contrário, para o fortalecimento das lutas populares. Para tanto é preciso evitar o avanço do conservadorismo, que hoje criminaliza as lutadoras e lutadores do povo, criminalizando a própria luta.

Os fatos

No dia 18 de agosto de 2002 ocorreu um homicídio em um dos acampamentos do Movimento de Moradia no Centro de São Paulo (MMC), entidade filiada à Central de Movimentos Populares (CMP).

De tudo o que foi apurado, tem-se notícia de que a discórdia surgida entre o autor dos fatos (ainda não procurado e investigado) e a vítima surgiu pouco antes do fatídico acontecimento, no qual a vítima (que residia no acampamento) teria ofendido o autor do crime (visitante e não residente no acampamento), que para vingar-se das ofensas sofridas, acabou por tirar-lhe a vida. Vale esclarecer que ambos não participavam da organização do acampamento e eram estranhos à luta do movimento de moradia do centro.

Este conflito nada teve a ver com as reivindicações do MMC e a dinâmica interna do acampamento, mas foi aproveitado para incriminar e afastar do local a organização deste movimento e o apoio às famílias acampadas.

O acampamento era localizado na Vila Carioca, na Avenida Presidente Wilson. As famílias integrantes da ocupação, em sua grande maioria, eram oriundas do despejo de um prédio, pertencente ao então falido Banco Nacional, na Rua Líbero Badaró, n. 89, no centro da capital paulista. Essa remoção para a nova área fora autorizada pelo Governo do Estado, em negociações que envolveram o então governador Mário Covas.

Gegê participou diretamente da negociação para que as famílias despejadas pudessem ter moradia digna. Enquanto ela não viesse, as famílias se manteriam acampadas e organizadas, como em qualquer outra ocupação. Conhecido por sua combatividade e luta não só no centro de São Paulo, mas em todo o Brasil, ele sofreu diversas ameaças pessoais. A própria vida de Gegê era constantemente alvo de ameaças.

Dois anos depois do crime, Gegê foi preso por mais de 50 dias. Após ser solto, em decisão de Habeas Corpus, sofreu uma prolongada situação de instabilidade e insegurança, na qual diversos pedidos de liberdade eram concedidos para, momentos depois, serem repentinamente revogados.

Tanto nos autos do inquérito policial instaurado no 17º Distrito Policial, no Ipiranga, quanto nos autos do processo penal em andamento, o autor do homicídio (já conhecido e identificado) nunca foi investigado, preso ou procurado. O inquérito policial acabou sendo maculado por manipulações e falsos testemunhos por parte dos que intencionavam incriminar Gegê.

Sobre Gegê

Gegê tem um longo histórico de militância social e sindical. Ele foi um dos fundadores da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do PT e de movimentos de moradia. A Unificação das Lutas de Cortiço (ULC), do Movimento de Moradia do Centro (MMC), da União dos Movimentos de Moradia do Fórum Nacional de Reforma Urbana e a Central de Movimentos Populares (CMP) estão entre as organizações que contaram com a participação do líder.

Comitê Lutar Não é Crime

Sobre o Comitê

O comitê Lutar Não É Crime propõe uma Campanha Nacional pelo fim da criminalização dos lutadores e lutadoras do povo. Conclamamos todos os movimentos sociais e populares, da cidade e do campo, a desencadearem uma ofensiva pela criação de comitês nos estados que somem forças à essa luta.

Contatos:
8419-3302
6857-3488
3101-6601

URL:: http://lutarnaoecrime.blogspot.com/

Sai a liberdade provisória de Gegê. Lutar Não É Crime !

Saiu hoje, 16 de setembro de 2010, a liberdade provisória de Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê. Sua prisão preventiva estava decretada desde 2008, o que acabou por afastar compulsoriamente da luta um importante companheiro.

Gegê é um defensor histórico da igualdade e dos direitos humanos. Lutou contra a ditadura, foi preso e torturado ainda adolescente. É fundador do Partido dos Trabalhadores, da CUT e da Central de Movimentos Populares, além de ser uma conhecida referência no movimento de moradia, integrando inclusive o Conselho Nacional de Cidades, do Ministério das Cidades. Foi por três gestões membro da executiva nacional do PT.

Gegê vinha sendo vítima, desde 2002, de um processo judicial absolutamente arbitrário, em que a ele era atribuída a responsabilidade de ter sido o mandante de um crime de homicídio, que ocorreu em uma ocupação do Movimento de Moradia do Centro, do qual Gegê era fundador e uma importante liderança. A linha da acusação representa uma flagrante tentativa de criminalização dos movimentos sociais, por meio de alegações distorcidas e de um discurso discriminatório que buscava desqualificar a luta de Gegê e dos demais companheiros que lutam pelo direito a moradia no Centro de São Paulo. Assim como no caso de José Rainha, contra Gegê buscou-se utilizar a justiça criminal para sufocar a luta de um importante movimento.

Há muito já vem sendo construída uma mobilização por parte de uma série de movimentos sociais, com o objetivo de mostrar a tentativa de criminalização da luta popular que se esconde por trás dessa acusação. O Comitê Lutar não é Crime realizará amanhã, 17 de setembro, um grande ato no Páteo do Colégio. O novo julgamento será realizado no dia 4 e 5 de abril de 2011. É muito importante que a mobilização se mantenha e que aumente até lá, para que possamos conscientizar a maior quantidade de pessoas possível sobre a injustiça que Gegê vem sofrendo.

Pela liberdade do Povo que Luta! Contra a criminalização dos Movimentos Populares!

Maira Pinheiro
JPT/SP
Comitê Lutar Não É Crime

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