Defesa de Direitos Humanos com foco principal na criança e adolescente

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Noroeste Paulista, S. J. do Rio Preto: Jovens ativistas discutem hoje dados da epidemia de Aids

 

 

Com a participação da técnica do Núcleo de Populações Mais Vulneráveis do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo, Márcia Giovanetti, os participantes do projeto Jovens Ativistas discutiram na manhã desta sexta-feira o histórico e os dados atuais da epidemia de Aids no Brasil.

A discussão, que conta também com a colaboração da interlocutora do GVE de São José do Rio Preto, Zulmira Meireles, debateu, entre outros assuntos, as dificuldades na adesão ao tratamento antirretroviral, os índices e tendências da epidemia de Aids no país, com destaque para os dados do Estado de São Paulo.

 

Vulnerabilidades às DST/AIDS e homofobia

Por que gays, outros HSH e travestis são mais vulneráveis às DST/AIDS que outros segmentos populacionais? Esse foi o tema da oficina realizada ontem, na abertura do curso, pelo coordenador do Instituto Joana D’arc, Luiz Eduardo dos Santos. Para Luiz Eduardo é necessário um foco especial nas ações para a população jovem. “Precisamos dar atenção à epidemia junto ao segmento mais jovem. E a população de jovens gays é uma das mais significativas, visto que além da vulnerabilidade inerente a sua faixa etária, como a dificuldade de interiorizar as práticas de prevenção, tem que lidar com questões como estigma, discriminação e a sua identidade sexual”.

Na oficina, os participantes discutiram os conceitos de vulnerabilidade a partir da evolução do histórico da forma de percepção e combate à epidemia. Nessa perspectiva, abordou a interação entre a homofobia como fator estruturante dessas condições.

O Projeto

O projeto Jovens Ativistas é uma iniciativa da Associação de Populações Vulneráveis em parceria com o Programa Estadual de DST/AIDS e tem o objetivo de qualificar jovens gays e travestis para incidência política nos processos de planejamento e monitoramento da política de enfrentamento a Aids nos municípios prioritários do Estado.

Essa iniciativa está pensada nos marcos do plano prioritário para gays, outros HSH e travestis de São Paulo e reforça as ações no âmbito do protagonismo juvenil. “Existe uma necessidade imensa de se estimular a participação de novas lideranças no processo de prevenção ao HIV e no controle social. Neste sentido, iniciativas como da APV são fundamentais para esta recomposição”, conclui o coordenador do Instituto Joana D’arc.

 

Serviço

As atividades seguem até terça-feira, 03 de abril, no Augustus Plaza Hotel em São José do Rio Preto. Melhores informações: www.vulneraveis.org/jovensgays

Saúde divulga resultado de seleção pública de projetos para promoção e defesa dos direitos humanos relacionados à epidemia de DST, HIV/aids e hepatites virais

Saúde divulga resultado de seleção pública de projetos para promoção e
defesa dos direitos humanos relacionados à epidemia de DST, HIV/aids e
hepatites virais
http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos_campanhas/2011/50179/resultado_edital_dh.pdf

Foi divulgado o resultado final de seleção que contemplará organizações da sociedade civil que promovem trabalhos de defesa dos direitos humanos de quem vive com HIV/aids e hepatites
virais. As instituições habilitadas no Processo Licitatório n.º 02/2011 desenvolverão, até a data limite de 30 de junho de 2012, ações voltadas para pessoas que vivem com HIV/aids, portadores de hepatites virais e populações em situação de maior vulnerabilidade.

A iniciativa é do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). As instituições selecionadas não possuem fins lucrativos e comprovaram habilitação jurídica, regularidade fiscal e experiência de, no mínimo, três anos de atuação institucional na defesa dos direitos desses públicos. Todas as 33 propostas foram submetidas à análise técnica e financeira do Comitê de Avaliação de Seleção.

O resultado pode ser conferido pelo site http://www.aids.gov.br/edital/2011/processo_licitatorio . Os três estados com mais projetos aprovados foram São Paulo (7), Ceará (4) e Bahia (3). O processo seletivo teve início no dia 21 de junho com a divulgação do edital. Até o dia 21 de julho, os interessados enviaram propostas, que não poderiam ultrapassar o teto de R$ 45 mil.

CICLO DE DEBATES – MÊS DO ORGULHO LGBT – 2011

 

A coordenação dos Programas Estadual e Municipal de DST/Aids-SP convida para o debate “Profilaxia Pós Exposição Sexual: O que é isso?”, a ser realizado no próximo dia 5 de julho, no sindicato dos bancários (Rua Bento, 413, Centro, São Paulo),  das 18h às 21h30.

 

A proposta de realização deste debate pretende, neste momento estratégico, dar maior visibilidade a esta temática  junto à comunidade LGBT e contribuir para a facilitação do acesso à PEP. “É preciso divulgar e ampliar a discussão sobre o assunto. Esclarecer dúvidas da população e propiciar um maior conhecimento sobre a temática e a rede de serviços disponível para realizar estes procedimentos no Estado de São Paulo. Contribuir para a ampliação do acesso a esta tecnologia em saúde”, comenta Maria Clara Gianna,  coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP.

 

A última atualização da recomendação para a abordagem da exposição sexual ao HIV foi publicada como parte das Recomendações para terapia antirretroviral em adultos e adolescentes infectados pelo HIV – 2006.

Desde então, nova informações foram produzidas na literatura científica, considerando-se a terapia  antirretroviral como uma estratégia emergente para prevenir transmissão do HIV. Para atender este novo contexto o Ministério da Saúde atualizou este documento que foi publicado em 2008. Fica reforçado a partir daí a importância de investimentos no sentido de ampliar o acesso a  profilaxia em casos da exposição sexual – PEP, principalmente para grupos considerados de maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV.

 

“Há especificidades no processo que precisam ser conhecidos e traduzidos para uma linguagem mais acessível para a população, possibilitando assim maior conhecimento sobre o tema, os critérios de acesso, rede de serviço envolvida, entre outras”, explica Naila Janilde

Seabra Santos – médica sanitarista, técnica do Programa Estadual DST/AIDS.

 

O atendimento da exposição sexual com potencial transmissão do HIV implica acolher a demanda, avaliar a circunstância da exposição, caracterizar o risco de transmissão e conhecer a frequência das exposições para considerar a indicação da quimioprofilaxia. Os DSTprofissionais dos serviços de saúde devem estar preparados para  reforçar que o uso de preservativo masculino ou feminino, é a estratégia central de prevenção, enfatizando necessidade de proteção sexual a futuras exposições. Dada a necessidade de início precoce da profilaxia antirretroviral após a exposição ao HIV, é importante que sejam definidos os serviços de referência, e que esta rede seja amplamente divulgada.

 

Estão convidados para o debate: pessoas da comunidade, em especial pertencentes aos segmentos LGBT; profissionais da saúde, educação, assistência social e outras secretarias de governo; membros de Organizações Não Governamentais com atuação na prevenção em DST/Aids, demais pessoas e instituições interessadas no assunto.

 

Participarão do debate:

 

Naila Janilde Seabra Santos, médica sanitarista com mestrado e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP) – área de concentração em Epidemiologia. Técnica do Programa Estadual DST/AIDS de São Paulo desde 1989.

 

Rísia Cristina Santos de Oliveira, médica Infectologista do CRT DST/Aids SP. Responsável pelo Ambulatório de Gestantes HIV +, atendimento em Ambulatório de Adultos HIV + e do Ambulatório de Saúde Integral a Travestis e Transexuais.

 

Zarifa Khoury,   coordenadora da Área de Assistência do Programa Municipal de DST-AIDS,  Supervisora do oitavo andar de internação do Instituto Emilio Ribas. Professora Adjunta de Molestias Infecciosas e Parasitarias da Faculdade de Medicina da UNISA .

 

JORGE BELOQUI, nascido em Buenos Aires, Argentina, e naturalizado brasileiro. É um dos fundadores do Grupo pela VIDDA-SP em 1989. Foi editor dos Cadernos Pela Vidda e na atualidade é editor do Boletim Vacinas anti-HIV. Participa do GIV (Grupo de Incentivo à Vida, SP) desde 1996, é membro do Conselho de Curadores da ABIA (Assoc. Brasileira Interdisciplinar de AIDS) desde 1995 e membro da RNP+. É membro fundador do NEPAIDS-USP. Foi representante de usuários na CONEP no período 1999-2005.

Não tenho nada contra os gays, mas eles lá e eu cá.

Não é segredo para ninguém que há um movimento nacional pelo fim da homofobia. Não são poucas as manifestações contrárias, por exemplo, aos ataques ocorridos em plena Avenida Paulista, em São Paulo.   Mas quando o assunto é escola a coisa muda de figura…

   A história do preconceito é sempre a mesma: ‘Não há preconceito no Brasil’.  Ou melhor, vamos traduzir do modo que a bonita leitora e o feioso leitor {{eles também amam}: Há preconceito no Brasil, mas não sou eu nem você quem o pratica.

   E nesta base temos o bom velho ditado sobre a homossexualidade:

Não tenho nada contra os gays, mas eles lá e eu cá

   Ou seja, nada contra os gays, desde que eles estejam em outro planeta. Aí fica fácil né?!

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   Mas quando ataques como estes se iniciam, ou seja, quando alguém ousa levar ao fim e ao cabo o tal do ‘em outro planeta’ aí então temos a volta do combate às cáries e todos gritando e esperneando que isso é um absurdo. E de fato é.

   Interessante, no entanto, é notar que pouquíssimos simpatizantes do fim aos ataques são também simpatizantes a uma educação formal que trate do assunto. Sim, senhoras e senhores, estou falando do tal ‘Kit Gay’.

   Observe as duas imagens:

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“Ninguém nasce homofóbico.”
Homofobia se aprende, sexualidade não
“Seu filho hétero é o próximo.
Atenciosamente, Movimento Homossexual”

   Chegamos ao ponto G, com o perdão do trocadilho infame. A questão é que as pessoas associam educação sexual nas escolas com incentivo ao sexo, do mesmo modo que associam falar sobre homossexualidade com incentivar crianças a serem gays.

   E este é o tipo de discussão que está baseada justamente no preconceito incutido em cada um de nós. O que realmente preocupa os pais representados pela imagem à direita é: não quero que meu filho seja gay.

   Explico-me: o medo transforma o racional e passa a dominar também o discurso. O racional sempre recebe influência do emocional. O blogueiro aqui {{no caso eu mesmo}} não se lembra do dia em que acordou e ficou horas pensando se deveria ser homossexual ou heterossexual.

   Você aí, se lembra?

   Certamente não. Seria um problema de memória que nos afeta a todos? Memória seletiva?! Ou seria mais lógico supor que esse dia simplesmente não existiu?!

   As teorias da conspiração que procuravam provar que se pode curar um homossexual já estão deveras esquecidas para sequer serem lembradas ou levadas a sério. Opção  sexual nãoé opção, nem doença.

images

   A discussão pode ser ainda mais aprofundada quando o assunto é, de fato, levado a sério. Qual o papel da escola quando o assunto é afetividade e sexualidade?! Me parece bastante claro que a tática de ignorar os temas apenas trazem dificuldades à prevenção a AIDS ou ainda gravidez indesejada. E porque não podemos dizer o mesmo da homofobia?!

   Se o assunto é tabu, se a grande parte dos pais não tratam desse assunto com os filhos {{não acredite em mim}} não seria papel da escola tratar?!

   Sobre o kit gay um dos bravos deputados disse claramente sua opinião:

Kit contra homofobia = Kit Gay

   Muito embora o tal Kit contra a homofobia não traga a ousadia de tratar o assunto com as crianças, mas com adolescentes, o que resta aí é aquela fobia que já tratei.
O blog “Eleições Hoje” disseca bem o assunto e esclarece pontos importantes:

O projeto Escola sem Homofobia é um braço do programa Brasil sem Homofobia. Um grupo de trabalho foi criado para discutir a questão da homofobia em ambiente escolar. É composto por gestores do MEC (Ministério da Educação) e ONG’s como a ABGLT, Ecos Comunicação em Sexualidade, Pathfinder, Reprolatina, Galé International , entre outras. A primeira ação do grupo foi realizar uma pesquisa nacional para diagnosticar a situação das escolas públicas brasileiras no que diz respeito da homofobia.
{{não acredite em mim}}

   É bom esclarecer de novo que o tal kit é feito para o Ensino Médio. Eu mesmo sou a favor da discussão bem antes, no ensino fundamental.

   É lamentável ver que ainda existem seres pseudo-humanos que acham que a homossexualidade pode ser incentivada.

   E me bate uma pergunta: Com tanto preconceito no mundo, quem seria doido de, racionalmente, optar por ser minoria?!

   Mas, afinal, do que é feito o tal kit?! Assista ao vídeo que causou a ira do deputado:

   Eu assisti ao vídeo por três vezes e ainda não senti vontade de me vestir de mulher… o que há de errado comigo?!


   Quando falamos da violência no trânsito ninguém questiona se é papel ou não da escola tratar esse assunto. Então o que muda quando o assunto é a violência contra outro ser humano?

   Falar de bullying é aceitável. Aliás, é mais do que isso, é recomendável. Então porque falar sobre a violência contra homossexuais é polêmico?!

Fonte:http://www.imprenca.com/2010/12/kit-gay-homossexualidade-e-sexualidade.html

Em tempo o abaixo assinado favorável ao projeto -> http://www.peticaopublica.com.br/?pi=kitsim

PSAlertamos aos leitores que o texto publicado não é de autoria da A REDE da Cidadania, e que a pedido do autor, não mais republicaremos seus textos “para não prejudicar ao trafego de visitantes ao blog original ou impor o risco de que ele sofra restrições do go0gle por conteúdo duplicado”.

Como todos podemos observar pela qualidade do material publicado pelo autor, recomendamos visitas periódicas ao endereço www.imprenca.com

OPAS/OMS no Brasil e a cooperação técnica em HIV/aids

A OMS – Organização Mundial de Saúde/ OPAS – Organização Pan Americana de Saúde inalgura o espaço de discussão. Vamos ajudar a divulgar o blog entre as redes da sociedade civil e esperamos que seja mais um espaço para fortalecer a resposta nacional à aids e um espaço de discussão sobre políticas públicas, projetos e outras iniciativas.

Discussão sobre a estratégia mundial do setor saúde contra o HIV/aids para 2011- 2015
  • O Blog inaugura com a discussão do documento da OMS/OPAS denominado “Estratégia mundial do setor saúde contra o HIV/aids para 2011- 2015”. O documento, ainda em elaboração, está sendo lançado mundialmente a um processo consultivo para que profissionais de saúde, gestores, formuladores de políticas, membros das organizações da sociedade civil, pessoas vivendo com HIV/aids, professores, estudantes, pesquisadores e o público em geral possam opinar, enviar sugestões e discutir os grandes temas que devem articular uma resposta vigorosa à epidemia.

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