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MP arquiva investigação de fraude em licitações na região Noroeste Paulista

Rodrigo Lima

Hamilton Pavam

  Apesar da ligação entre as empresas, Romani acha que não houve conluio ou combinação de preços

O promotor de Justiça Carlos Romani arquivou investigação de suposto ato de improbidade administrativa envolvendo licitações nos municípios de Cedral, Ipiguá e Uchoa que tiveram a participação das empresas Mário Morales Navarro, que pertenceria ao engenheiro de Rio Preto José Luís Andreossi, da Andreossi Construções e FMM Construtora, ambas pertencentes ao engenheiro. Apesar dos indícios de fraude nas licitações, o Ministério Público concluiu que não houve a participação de agentes públicos – prefeitos e servidores – nas supostas irregularidades, o que caracterizaria a improbidade.

No arquivamento, Romani reconheceu que fraudes em licitações, com ajustes entre participantes, “é do conhecimento geral”, porém, considera difícil provar a irregularidade. “A prova de tal fato é dificultada em razão da possível reserva de mercado.”De acordo com Romani, as licitações no valor de até R$ 150 mil – valor liberado ou não por emendas parlamentares – “provoca a possibilidade, não ilegal, mas imoral, de que possam ser convocadas empresas ligadas entre si por qualquer laço de amizade.” O promotor disse que nas licitações que tiveram a participação da Mário Morales Navarro, Andreossi ou FMM “sempre participou uma empresa que não tivesse ligação direta com os investigados, que nunca impugnaram” as disputas, além de não haver impedimento de qualquer outra empresa participar da disputa.

Na investigação, a prefeitura de Uchoa admitiu que participou de licitação para a construção do Centro Múltiplo Uso três empresas: a Mário Morales Navarro, Casella e Andreossi Construções. Com exceção da Casella, as outras duas seriam ligadas ao engenheiro José Luís Andreossi. A primeira por meio de um lavrador que foi seu caseiro A prefeitura de Cedral informou ao Ministério Público que a empresa no nome do lavrador tinha como representante o engenheiro Fernando de Lima, que trabalhou em obras feitas pela Andreossi Construções e a FMM Construtora, que tinha como um dos sócios o ex-presidente do PTN de Rio Preto, Fabrício Menezes Marcolino. Atualmente, a empresa está em nome do filho de Marcolino com apenas dois anos de idade e da mulher de Andreossi.

Em Cedral, foi realizada obra de ampliação do centro municipal de Educação Infantil no qual foram convidadas as empresas Andreossi Construções, Florecon e Mário Morales Navarro, que venceu a licitação. Já a prefeitura de Ipiguá, informou que a empresa Mário Morales Navarro participou de três processos licitatórios promovidos em 2009, sendo que em duas delas houve participação da Andreossi Construções e na outra da FMM Construtora.

Apesar da participação de empresas ligadas entre si, Romani considera que “as obras contratadas foram efetivamente realizadas, houve prestação de contas pelas empresas e tais contratos estão sendo submetidos à avaliação anual pelo Tribunal de Contas do Estado não havendo falar em efetivo prejuízo ao erário público.”O promotor não pediu abertura de inquérito policial para apuração de possíveis irregularidades na licitações carta-convite envolvendo empresa em nome de laranja.

Segundo Romani, a própria Polícia Civil pode fazer a abertura da investigação. A Seccional de Polícia de Rio Preto instaurou inquérito para apurar a participação da empresa Mário Morales Navarro em licitações em Nova Aliança. A prática pode considerar, entre outros, crime de falsidade ideológica.

Hamilton Pavam
Leal anunciou que iria entrar com ação contra envolvidos: até agora nada

Operação desvendou caso

Há mais de um mês, o promotor de Justiça de Nhandeara, Evandro Ornelas Leal, anunciou que vai ingressar com ação civil pública contra o engenheiro José Luís Andreossi, o ex-presidente do PTN de Rio Preto Fabrício Menezes Marcolino e o prefeito de Floreal, Gilberto Di Grandi (DEM). Eles são acusados de suposto direcionamento de licitação para construção de creche à empresa ligada a Andreossi e Fabrício na reforma de creche em Floreal. Até agora, porém, o promotor não protocolou a ação.

Em fevereiro, Leal coordenou operação em Rio Preto que culminou na apreensão de computadores, equipamentos de informática e até fotografias. Com o apoio da Polícia Militar, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da empresa Andreossi Construções, na casa do engenheiro, na residência de Fabrício em Nhandeara, além da sede da empresa Mário Morales Navarro em Guapiaçu – local foi constatado que atualmente funciona um bar.

A verba para construção da creche teria sido liberada por meio de emenda parlamentar. Empresário denunciou que obra teria sido liberada para a empresa de Fabrício. O caso é apurado ainda pela Delegacia Seccional de Polícia de Votuporanga. A investigação é de possível crime cometido pelo prefeito de Floreal.

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AÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PODE MELAR CONCURSOS DA PREFEITURA

Várias Conferencias Municipais aprovarem o fim das terceirizações de serviços públicos e apontarem o fim da precarização nas relações de trabalho na cidade de Jales. O Poder Executivo se manteve inerte. O Nobre Alcaide solenemente fez questão de não acatar as dicisões tomadas pela população diretemente nas conferencias.

Pacientemente a Sociedade Civil aguardou, pois todos sabem que existe a necessidade de se preparar adequadamente as mudanças no Governo. Mas foi sem resultados. Foi preciso que o Ministério Público Estadual, inicialmente na pessoa do Promotor de Justiça André Luiz de Souza, atuasse para que o Governo Municipal tomasse uma atidude.

O MP, cujo objetivo é a defesa do Cidadão, no caso, da ação ou omissão do Governante, concordou em firmar um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) que estabeleceu largos e generosos prazos para o fim da privatização (terceirização), especialmente no setor saúde, acordando a forma para que não fosse o Alcaide emparedado. O MP foi mais uma vez, um paciencioso parceiro Governamental, mas coerente com o interesse público, do povo.

È lamentável ver o Governo Municipal como parceiro do Governo do Estado de São Paulo, ambos como pólos passivos em ações onde só resta ao Povo recorrer ao Judiciário para impedir a desestruturação de polícas públicas fundamentais como o SUS. Saúde não é a politca dos prédios ou aparelhos ultra modernos. É o atendimento das pessoas por profissionais, pessoas atendidas por pessoas qualificadas, sem as quais nada adiantam os prédios e equipamentos. Assim como outros trabalhadores públicos, os trabalhadores do SUS, têm de ter a estabilidade necessária para que se minimise os efeitos das mudanças de governos, humores eleitorais e interesses partidários não dever interferir na defesa do direito à vida, à saúde.

É só agora, no final do sétimo ano de Governo, que o Nobre Alcaide de Jales liminarmente em exercício, vai realizar a contratação dos trabalhadores por concurso. Não atendeu as decisões da população nem respeitou a democracia participativa. Depois firma Termo da Ajuste de Conduta, dicutido e acordado, e não cumpre. Agora se verá às turras com o Poder Judiciário mais uma vez. E ainda diz que é perseguido…lamentável. Veja a notícia.

No jornal A Tribuna, de domingo, matéria sobre uma nova Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Estadual, que coloca em risco a realização ou a validade do processo seletivo que está sendo preparado pela Prefeitura de Jales, visando a contratação de funcionários para o programa Estratégia de Saúde da Família – ESF.

O MP entende que alguns dos empregos que estão sendo disponibilizados pela Prefeitura devem ser preenchidos mediante concurso público, ao invés de processo seletivo.

Publicado originalmente no blog do Cardosinho.

Promotor responde por dano moral em razão de entrevista sobre processo sigiloso

O representante do Ministério Público (MP) que promove a divulgação televisiva de fatos e circunstâncias que envolveram pessoas em processo que tramita em segredo de justiça deve responder a ação por danos morais. Para os ministros da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesses casos, o membro do MP extrapola os limites de sua atuação profissional e tem, por isso, responsabilidade solidária com a emissora.

A Turma manteve decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que confirmou a condenação solidária de um promotor, da Fazenda do Estado de São Paulo e da TV Ômega (Rede TV!) ao pagamento de R$ 50 mil como ressarcimento por danos morais a um cidadão. A decisão foi dada no julgamento de recurso especial apresentado pelo promotor.

Acusado do crime de abandono material (deixar de pagar alimentos à mãe idosa), o cidadão chegou a ser preso, mas, posteriormente, foi inocentado. Embora haja previsão legal de sigilo nesse tipo de processo, o promotor participou da divulgação do caso em programa de TV. Por isso, o cidadão ajuizou ação de indenização e acusou o promotor de ultrapassar os limites de suas atribuições legais ao levar a público, principalmente pela via televisiva, questões judiciais protegidas pelo segredo de justiça.

Proteção ao idoso

No recurso ao STJ, o promotor afirmou que, “assim como o juiz de Direito, conquanto possam ser responsabilizados pelos atos cometidos com dolo ou culpa no exercício das suas funções, os promotores não podem figurar no polo passivo da ação ordinária de indenização movida pelo ofendido, ainda que em litisconsórcio passivo ao lado da Fazenda Pública”.

O promotor contou que, na época dos fatos, exercia sua função no Grupo de Atuação Especial de Proteção ao Idoso (Gaepi) e, portanto, na qualidade de agente político estaria “a salvo de responsabilização civil por seus eventuais erros de atuação, a menos que tenha agido com culpa grosseira, má-fé ou abuso de poder”. O promotor também alegou cerceamento de defesa e pediu, caso fosse mantida a condenação, a redução do valor da indenização para um terço do seu salário.

Sigilo legal

O relator do recurso, ministro João Otávio de Noronha, entendeu que tanto o juiz quanto o tribunal estadual decidiram de maneira fundamentada e não desrespeitaram a Lei Orgânica do Ministério Público. O ministro entende que o caso é de quebra de sigilo legal pelo representante do MP estadual. Para ele, chegar a uma conclusão diversa exigiria reexame de fatos e provas, o que é vedado ao STJ em julgamento de recurso especial.

O TJSP ponderou que a televisão não constitui meio nem instrumento da atuação funcional do promotor, de quem se espera que não dê publicidade aos casos e processos em que atua, menos ainda em questão que envolve segredo de justiça. “O promotor e o meio televisivo não agiram com o intuito de informar, mas de causar sensacionalismo com a devassa sobre aspectos da intimidade de uma família, que jamais deveriam ter sido divulgados”, afirmou o tribunal.

O acórdão do TJSP concluiu que o representante do MP causou danos à imagem do cidadão, não pela sua atuação institucional, mas por dar publicidade dos fatos à imprensa: “Os danos morais ocorridos não decorreram das atividades institucionais do Ministério Público.” Para o tribunal, o fato de o cidadão se ver “enredado em cena de cunho constrangedor, reproduzida em programa de televisão, causou a ele situações embaraçosas e consequências negativas para o meio social em que vive”.

Quanto à redução do valor da indenização, o ministro relator considerou que não se trata de quantia exorbitante, o que impede a revisão pelo STJ. A execução provisória da condenação estava em andamento e havia sido suspensa por uma liminar concedida pelo ministro Noronha em abril de 2009. Com a decisão, a liminar foi cassada.

Fonte: STJ (via Direito do Estado)

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