Defesa de Direitos Humanos com foco principal na criança e adolescente

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AÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PODE MELAR CONCURSOS DA PREFEITURA

Várias Conferencias Municipais aprovarem o fim das terceirizações de serviços públicos e apontarem o fim da precarização nas relações de trabalho na cidade de Jales. O Poder Executivo se manteve inerte. O Nobre Alcaide solenemente fez questão de não acatar as dicisões tomadas pela população diretemente nas conferencias.

Pacientemente a Sociedade Civil aguardou, pois todos sabem que existe a necessidade de se preparar adequadamente as mudanças no Governo. Mas foi sem resultados. Foi preciso que o Ministério Público Estadual, inicialmente na pessoa do Promotor de Justiça André Luiz de Souza, atuasse para que o Governo Municipal tomasse uma atidude.

O MP, cujo objetivo é a defesa do Cidadão, no caso, da ação ou omissão do Governante, concordou em firmar um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) que estabeleceu largos e generosos prazos para o fim da privatização (terceirização), especialmente no setor saúde, acordando a forma para que não fosse o Alcaide emparedado. O MP foi mais uma vez, um paciencioso parceiro Governamental, mas coerente com o interesse público, do povo.

È lamentável ver o Governo Municipal como parceiro do Governo do Estado de São Paulo, ambos como pólos passivos em ações onde só resta ao Povo recorrer ao Judiciário para impedir a desestruturação de polícas públicas fundamentais como o SUS. Saúde não é a politca dos prédios ou aparelhos ultra modernos. É o atendimento das pessoas por profissionais, pessoas atendidas por pessoas qualificadas, sem as quais nada adiantam os prédios e equipamentos. Assim como outros trabalhadores públicos, os trabalhadores do SUS, têm de ter a estabilidade necessária para que se minimise os efeitos das mudanças de governos, humores eleitorais e interesses partidários não dever interferir na defesa do direito à vida, à saúde.

É só agora, no final do sétimo ano de Governo, que o Nobre Alcaide de Jales liminarmente em exercício, vai realizar a contratação dos trabalhadores por concurso. Não atendeu as decisões da população nem respeitou a democracia participativa. Depois firma Termo da Ajuste de Conduta, dicutido e acordado, e não cumpre. Agora se verá às turras com o Poder Judiciário mais uma vez. E ainda diz que é perseguido…lamentável. Veja a notícia.

No jornal A Tribuna, de domingo, matéria sobre uma nova Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Estadual, que coloca em risco a realização ou a validade do processo seletivo que está sendo preparado pela Prefeitura de Jales, visando a contratação de funcionários para o programa Estratégia de Saúde da Família – ESF.

O MP entende que alguns dos empregos que estão sendo disponibilizados pela Prefeitura devem ser preenchidos mediante concurso público, ao invés de processo seletivo.

Publicado originalmente no blog do Cardosinho.

Para o SUS ser de todos tem que ser 100% público!

6ª Conferencia Estadual de Saúde do Estado de São Paulo, 2011.

CARTA DE SERRA NEGRA


Aprovada por unanimidade, Carta de Serra Negra traz a síntese do debate político da 6a Conferência Estadual de Saúde de SP. Enviada por Erika Viana e Bruno Mariani, delegados da 6a Conferência Estadual de Saúde representando os trabalhadores da saúde...

Aprovada por unanimidade, Carta de Serra Negra traz a síntese do debate político da 6a Conferência Estadual de Saúde de SP.

CARTA DE SERRA NEGRA

Nós delegados e delegadas reunidos para a 6ª Conferência Estadual de Saúde de São Paulo trazemos à público nossa defesa do SUS universal, integral, equânime, descentralizado e estruturado no controle social. E destacamos que ao mesmo tempo em que o SUS é reconhecido como o melhor Sistema de Saúde do mundo, passa por diversos ataques aos seus princípios e diretrizes.

Defendemos que a saúde deva estar assegurada ao povo brasileiro como direito de todos e dever do Estado. Esta Plenária entende que Direitos são compromissos traçados pela sociedade para garantir qualidade de vida para todos. Só existe a plenitude do Direito para quem assume e conhece conscientemente a legislação.

Para tanto deve haver transparência nas leis, ações, propostas e programas por parte do Estado e inserção imperiosa do cidadão e sua participação nas decisões políticas. Este é o caminho para construir o SUS que queremos, necessitamos e merecemos.

Desejamos colocar nossa defesa intransigente em favor do SUS como política de Seguridade Social. O SUS deve efetivamente garantir seus preceitos constitucionais como dever de Estado e direito de todos. Isso só será garantido por políticas singularizadas por região, em espaços geográficos delimitados, com acesso e integralidade do cuidado.

Entendemos ainda que a garantia desse direito deva ser fortalecida através das decisões políticas destacadas:

Consideramos de vital importância a estruturação da Lei de Responsabilidade Sanitária, visando à superação das amarras colocadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e a garantia de fontes de financiamento ao SUS. Para tanto é imprescindível a Regulamentação da Emenda Constitucional 29/2000, a elevação do percentual do montante da Receita Bruta que garanta o mínimo de 10% do PIB Nacional. Na mesma lógica, defendemos o fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) e destinação de percentual de arrecadação tributária aplicada aos produtos danosos à saúde (álcool, cigarro, químicos, etc.) para que integrem o orçamento do Ministério da Saúde.

Leia mais >>>A Saúde que Temos o SUS que Queremos

CFESS assina carta em defesa de serviço público de qualidade e pelo controle social

Documento envolve a inconstitucionalidade da Lei das Organizações Sociais

Na quarta-feira, 02 de junho, o CFESS aderiu a mais uma campanha, desta vez pela aprovação do Supremo Tribunal Federal à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1.923/98 contra a Lei 9.637/98, que cria as Organizações Sociais (OS).

O movimento, organizado pelos Fóruns Populares de Saúde do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro, além do Fórum em Defesa do SUS e Contra as Privatizações de Alagoas, tem o objetivo de pautar junto aos ministros do STF a importância de a ADI 1.923/98 ser aprovada, derrubando a “Lei das OS”, que legaliza a terceirização da gestão de serviços e bens coletivos para entidades privadas, mediante o repasse de patrimônio, bens, serviços, servidores e recursos públicos. A Ação Direta de Inconstitucionalidade está para ser julgada no Supremo Tribunal Federal.

“As Organizações Sociais (ou OS) fazem parte de um modelo privatista empregado em alguns estados e municípios que tem levado a grandes precarizações das condições de trabalho e da prestação de serviço à população”, afirmaram representantes das entidades organizadoras da campanha. Ainda de acordo com os Fóruns, mobilizações contra as OS vem ocorrendo em diversos outros estados.

Além da carta de adesão à campanha, que era enviada aos ministros, foi criado também um abaixo assinado pela aprovação da ADI 1.923/98 e contra a alteração do inciso XXIV do artigo 24 da Lei 8.666/93, com redação dada pelo artigo 1º da lei 9.648/98 (Lei das OS), que permite a dispensa de licitação para a celebração de contratos de prestação de serviços com as Organizações Sociais. “Consideramos estas Leis inconstitucionais, por violação frontal ao princípio da Moralidade na Administração Pública e por tentarem contornar por vias transversas todos os sistemas de fiscalização e controle interno e externo dos gastos públicos, além de se constituir em uma afronta direta aos direitos sociais e trabalhistas historicamente conquistados pelos trabalhadores, abrindo sérios precedentes para desvio do erário público, a exemplo do que já vem sendo investigado pelo Ministério Público nos Estados em que esta lei foi implantada, conforme escândalos fartamente divulgados em alguns meios de comunicação” diz o documento virtual.

O Fórum Popular de Saúde do Paraná e Fórum em Defesa do SUS e Contra as Privatizações de Alagoas reforçam as críticas às OS. “As Organizações Sociais podem contratar funcionários sem concurso público, adquirir bens e serviços sem processo licitatório. São submetidas, apenas por amostragem, ao controle externo do Tribunal de Contas do Estado. Desconsidera o Controle Social”, afirmam os Fóruns.

Ou seja, com as OS, a população é alijada da possibilidade de decidir sobre o rumo das políticas públicas brasileiras. E na Saúde, uma das áreas em que a organização dos usuários e trabalhadores é mais avançada, perder a característica paritária e deliberativas dos conselhos é um grande retrocesso.

CRESS e categoria devem participar
Segundo a representante do CFESS no Fórum Nacional dos Trabalhadores da Saúde (Fentas), Rodriane de Oliveira Souza, é importante que a categoria assine o abaixo assinado e a carta pela aprovação da ADI 1.923/98, que é contra a Lei 9.637/98 que cria as Organizações Sociais.

“Apoiamos a ADI porque defendemos a qualidade nas políticas públicas e nos serviços por elas viabilizados. E quando falamos em qualidade, queremos condições éticas e técnicas de trabalho, efetivo financiamento das políticas públicas dentre outros. E isso não se consegue privatizando o serviço ou com as Organizações Sociais”, explica Rodriane.

Ainda segundo a conselheira do CFESS, falar em condições de trabalho significa investimento na remuneração salarial, nos espaços e equipamentos de trabalho, bem como na estabilidade do servidor por meio de concurso público.

Participe e faça sua adesão à campanha!

Leia a carta nacional pedindo a aprovação da ADIN assinada por entidades, movimentos e ministério públicos do país (As assinaturas para a carta podem ser enviadas para o e-mail pelasaude@gmail.com com o assunto “carta ADIN”)

Veja no site do STF a ADI 1.923/98

Assine o abaixo assinado virtual

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS
Gestão Atitude Crítica para Avançar na Luta – 2008/2011
Comissão de Comunicação

Rafael Werkema – Assessor de Comunicação – JP/MG – 11732
comunicacao@cfess.org.br

II Seminário da Frente Nacional Contra Privatização da Saúde!

“SUS 100% PÚBLICO, ESTATAL E DE QUALIDADE”

09 a 10 de Julho

Faculdade de Medicina da USP – São Paulo

Programação

09 de junho

10h – Mesa de Abertura

10h30 – Análise de Conjuntura Nacional e da Saúde

Plínio de Arruda Sampaio Junior

Mauro Iasi

Alessandra Camargo

Tiago Henrique dos Santos Silva

12h30 – Horário reservado para almoço

14h00 O Financiamento da Saúde e a Privatização

Aquilas Mendes

Virginia Junqueira

Sara Granemann

Ary Blinder

Francisco Batista Junior (CNS)

16h00 – As lutas no atual período

Parlamentares (Janira Rocha – PSOL/RJ e Rejane – PC do B/RJ)

Movimento Sindical

Movimento Popular (Central de Movimentos Populares – CMP)

Movimento Estudantil (Fenex)

Frente Nacional contra a Privatização da Saúde

 

10 de junho

Manhã – Grupos de Trabalho

Tarde – Plenária

Inscrições gratuitas ( forumpopulardesaudesp@gmail.com

09 e 10 de Julho de 2011

Faculdade de Medicina da USP, Av. Dr. Arnaldo 455, metrô Clínicas

Organização: Frente Nacional Contra Privatização da Saúde

+ Informações: http://seminariosaudefrente.blogspot.com/ ou http://forumpopulardesaude.com.br

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